segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Shutter Island - RECOMENDO


Caros colegas de turma, quero por este meio recomendar-vos a visualização deste filme.
Na próxima quinta colocarei um novo artigo com um comentário pessoal ao filme! Espero que o vejam, pois poderão assim dar a vossa opinião, concordando ou não com o que direi no artigo seguinte.



Adriana Costa

sábado, 5 de novembro de 2011

O Pai da Psicologia

Wilhelm Wundt nasceu em 1832, na Alemanha. Aos dezanove anos, formou-se em Medicina, mas depressa compreendeu que o seu verdadeiro interesse era Fisiologia, pelo que se especializou nessa área. Em 1855, completou o doutoramento e passou a leccionar Fisiologia. A partir de 1875 foi dar aulas para a Universidade de Leipzig, onde permaneceu até à sua morte.

Como era fisiologista, Wundt captou o método científico e aplicou-o ao estudo de um assunto que antes era domínio da Filosofia, ou seja, tomando como modelo as ciências experimentais, propôs-se a fundar a Psicologia como uma nova área da ciência objectiva e experimental. Pela análise dos processos mentais em componentes mais simples, tentou explicar a origem dos pensamentos e da percepção.

Mas, qual é a importância dos estudos deste homem para a psicologia? Wundt fundou a psicologia enquanto ciência independente da filosofia. Este facto permitiu a criação de espaços e de métodos para os estudos e pesquisas relacionadas com o objecto da psicologia. Com Wundt, a psicologia deixou de ser o estudo da alma para passar a ser o estudo dos processos mentais. No seu ponto de vista, o objecto da psicologia era o estudo da mente, das experiências conscientes do Homem. Como tal, o método por ele utilizado (introspecção controlada) permitiu não só a introdução da perspectiva experimental, como também uma melhor compreensão das sensações a partir de estados mentais.
               
Para além disto, Wundt dividiu a psicologia em psicologia experimental e psicologia social. Criou ainda o primeiro laboratório de psicologia experimental e uma revista. A concepção de psicologia defendida por Wundt apresentava a consciência como objecto e a introspecção como método, ou seja, o objecto da psicologia seria a experiência humana, analisada através da auto-observação, de modo conhecer os seus elementos constituintes mais simples (as sensações).
                
Por isso, a corrente de psicologia fundada por Wundt ficou conhecida como estruturalismo, pois no fundo, baseava-se na descoberta da estrutura ou anatomia dos processos conscientes. Porém, a principal importância de Wundt está na consolidação e constituição da psicologia e embora o seu sistema psicológico tivesse poucos seguidores, possuía aspectos de grande interesse e as suas concepções e metodologias de investigação contribuíram para o desenvolvimento desta ciência e consequentemente para o conhecimento e compreensão do ser humano. Desta forma, Wundt é conhecido como o pai da psicologia moderna e como a primeira pessoa da história da psicologia a denominar-se psicólogo.


Maria Oliveira

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Deus? Religião? fé?


Como Cristão, defendo a existência de um ser divino, que criou o universo e tudo o que nele há, por:

·    Não aceitar que o universo tenha surgido de uma explosão de energia:

 O que havia antes do big-bang?
 Como se formou essa energia?

·    Newton disse que " o universo pode ser descrito através de caracteres matemáticos e por leis físicas invariáveis".Seria muito difícil estabelecer um sistema tão bem ajustado, tão perfeitamente em ordem se tudo simplesmente fosse obra do acaso;

·    Como o ajuntamento de átomos torna possível a existência de uma vida inteligente?


Tenho outros motivos mas tenho que dizer o porque de escolher esta religião:

·    Por ser a mais sensata e de maior veracidade.

·    Os animais são apenas animais, criaturas como nós.
Não somos ensinados a odiar, a ter que perder a nossa vida para matar o maior número de pessoas que são nossos inimigos. Acreditamos que Deus ama a todos, portanto, nenhuma vida pode ser desperdiçada.

·    Não somos obrigados ter que fazer tudo que um conjunto de leis determina para ter acesso a Deus. Jesus nos falou para amar a Deus e ao próximo, isso resume toda a lei.

Deus é um ser de amor, de confiança, de misericórdia, que me faz ser uma pessoa melhor e completa, Ele ensina-me e constrói-me.
                                                                                                         
                                                                                                                                               Hugo Oliveira

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Analise etimológica de Psicologia



A expressão Psicologia deriva das palavras gregas “psyché” (alma, espírito) e “logos” (estudo, razão, compreensão). Psicologia poderia ser compreendida então como o “estudo da alma” ou a “compreensão da alma”. O termo “psicologia” traz em si uma riqueza no seu significado, pois é composta da subjetividade e do simbolismo da alma (psyché) e a objetividade e racionalismo da razão (logos) e tal integração destes conceitos permitem à “psicologia” a partir da sua própria etimologia espalhar o seu objetivo. Mas ao mesmo tempo em que traz em si essa riqueza de significado também apresenta um problema de ajustamento no conceito de ciência que traz na sua definição a objetividade e objeto de estudo definido, e fazer da “alma” esse objeto de estudo é algo, no mínimo, inquietante para os cientistas. Alguns colocam a “psicologia” como a ciência do comportamento humano, outros dirão que é o estudo do inconsciente, outros dirão ser o entendimento da consciência humana e muitas definições podem ser ditas e tal diversidade e falta de uniformidade de definição deve-se ao fato da psicologia ter como objeto de estudo o “homem” e a sua “natureza”. Retomando o aspecto apenas etimológico, é provável que a expressão “psichiologia” tenha sido usada pela primeira vez em 1506 pelo humanista croata Marko Marulik, porém somente no século XVIII é que a expressão “psicologia” passa a ser consolidada com a publicação de dois tratados de Christian von Wolff: “Psychologia empírica” (1732) e “Psychologia rationalis” (1734).
Ricardo Gonçalves

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Assassinos por natureza?


Retomando o que eu estava comentar, e de acordo com o que foi referido no artigo anterior, Mickey e Mallory acabam por se transformar em verdadeiros psicopatas, que se apaixonam assim que se vêem pela primeira vez. Decidem fazer uma viagem pelas estradas americanas, assassinando muitas pessoas inocentes e fazendo o que querem sem qualquer permissão, apenas seguindo os seus instintos básicos.


No entanto, apesar dos vários crimes que cometeram, este casal é glorificado através do poder dos meios de comunicação (os mass media). Analisando o que nos é demonstrado no filme, é possível comprovar que os media possuem a capacidade de controlar as pessoas e as suas respectivas atitudes (e consequentemente o seus comportamentos), pois tornou dois criminosos famosos e de certa forma valorosos. É um filme bastante polémico pois mostra a inversão de valores da nossa sociedade, que no fundo representa a realidade dos dias de hoje.

Penso também que o filme faz uma forte crítica relativamente à sociedade norte-americana e também à forma como o público em geral encara a violência, porque, afinal de contas, trata-se de uma história na qual os maus da fita são os heróis! 

Porém, a verdadeira questão que este filme coloca é “Será possível nascermos assassinos?”. É certo que todos nós nascemos com instintos, nomeadamente o instinto de sobrevivência, o instinto agressivo e o sexual. A sociedade é que faz com que nós tenhamos de controlar esses mesmos instintos, proibindo as nossas tendências naturais. Isto porque viver em sociedade implica obedecer a regras. Muitas vezes não nos apercebemos, mas estamos constantemente a respeitar limites e a traçá-los também. Não seria possível viver em grupo sem eles. 

Mas é importante realçar que, ao contrário dos animais, os seres humanos têm a capacidade de opção, de decidir, têm moralidade. Logo, os humanos não nascem bons, nem maus, nascem puramente naturais, com os seus instintos e as suas capacidades, pelo que cabe a cada um crescer e escolher os seus próprios caminhos de vida.

Quem mata um homem é chamado de assassino, quem mata milhares é chamado de herói.
Charles Chaplin

Maria Oliveira

Assassinos por natureza?


Natural Born Killers é um filme da década de 90, escrito por Quentin Tarantino e realizado por Oliver Stone. A história central do filme envolve duas personagens principais, Mickey e Mallory Knox. Estes jovens tiveram ambos infâncias difíceis e traumáticas pois foram vítimas de abusos e de maus-tratos. Esta situação, por sua vez, provocou graves consequências nas suas vidas de adultos.

Como já sabemos, os primeiros anos de vida de um ser humano afectam fortemente a criação da sua personalidade. Os grupos a que uma pessoa pertence exercem a sua influência através da socialização, juntamente com a componente biológica, impondo a sua cultura, atitudes, e padrões de comportamento. A sociedade modela a personalidade de base do indivíduo.

Por outro lado, as experiências pessoais também assumem um papel muito importante no que respeita aos factores que influenciam a nossa individualidade. Os significados que atribuímos às experiências vividas produzem marcas únicas, que podem ser positivas ou negativas, na nossa personalidade.

Para além disto, é também na infância que estabelecemos os primeiros laços, e o nosso bem-estar psicológico na idade adulta acaba por ser condicionado pela ligação que temos com a família. A saúde mental de uma criança depende principalmente do carinho e do respeito pelas suas necessidades. Mas, infelizmente, nem todos os pais se apercebem da importância que estes factos têm.

Por estes motivos, as experiências traumáticas vividas na infância exercem uma influência bastante significativa no desenvolvimento de uma criança, que muitas vezes se estende até à idade adulta. Como tal, as pessoas que foram vítimas de abusos, de negligência, ou outras ocorrências emocionalmente negativas, podem vir a ter sérios problemas, tanto ao nível da saúde física, como psicológica. 

No próximo artigo concluirei esta reflexão. Fiquem atentos!

Maria Oliveira

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

A fé! - Uma vulgaridade


Nos dias de hoje são cada vez mais as religiões, seitas e ideologias existentes. Isto, na minha opinião mostra o desespero da sociedade, ou seja, a necessidade desta em se "agarrar" a algo.

Actualmente, a religião é quase como uma devolução fingida, já não existe o respeito pela crença. Hoje em dia, só a "nossa" religião é verdadeira enquanto a alheia é a mais pura falsidade.

Na minha opinião, cada um tem direito de escolher e viver a sua verdade, no entanto, a tentativa de persuasão do outro apenas demonstra uma necessidade de auto-afirmação, tanto do devoto quanto da própria religião.

As pessoas esquecem-se que para existir a fé, também é necessário existir dedicação, ou seja, podes ter a vontade de matar, roubar e afins que não o deverás fazer. Não é que o admirador de qualquer religião tenha o dever de ser perfeito, mas sim deve compreender que não o é e assim respeitar a escolha de qualquer individuo. Talvez se cada um fizesse a sua parte, este tópico nunca fosse levantado. Era muito mais fácil se cada individuo se limita-se a seguir a sua religião.

Da próxima vez que fores banalizar a fé de qualquer pessoa, pára e pensa quantas vezes já falhas-te perante aquilo que tu próprio acreditas e respeitas.


Adriana Costa

domingo, 23 de outubro de 2011

A cultura e as suas controvérsias



    Habitualmente oiço rádio, sempre que entro no carro para ir para a escola ou para qualquer outro lado, o carro automaticamente liga na RFM. No sábado à noite, estava mais atento e reparei que começou a passar a rubrica, “Já agora”, que consiste em declamar pensamentos de João Delicado, e apercebi-me que o que foi dito fazia jus ao que temos vindo a aprender nas nossas aulas de Psicologia, em que abordamos a especificidade do ser humano: a Natureza/Biologia, a Cultura/Sociedade e a História.
     O que se segue (com áudio), e que terá então passado na RFM, tem a ver com a cultura e sociedade: 


“Qualquer cultura tem as suas zonas cegas, cria injustiças, permite abusos de poder, promove discriminações. Eu próprio posso ser vítima, mas não sou um sujeito passivo, sou tão responsável pela minha consciência como pela consciência coletiva, que é a cultura. Por isso, a minha indignação é indispensável, se me unir a quem sofre, será um princípio de mudança. Grandes injustiças clamam por grande indignação e quando ela nos junta na rua é sinal de que o mundo tem futuro.”
    Realmente, a cultura envia-nos muitas vezes para a injustiça, porque essa palavra só começa a fazer sentido exatamente a partir do momento em que existem culturas.

Joaquim Oliveira

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

O que é a psicologia?

 A psicologia é a ciência que estuda o comportamento humano, os seus processos mentais e a relação entre eles!


No comportamento humano há a considerar:
· Comportamentos observáveis (correr, andar, falar, etc.)
· Comportamentos não observáveis directamente (pensar, emocionar-se, respostas do sistema nervoso autónomo, etc.)


Os processos mentais podem ser:
· Cognitivos
· Emocionais
· Conativos


Os processos mentais são a maneira como a mente humana funciona:
· Pensar
· Planear
· Tirar conclusões                                                                               
· Imaginar
· Sonhar
· etc.


Relação entre os processos mentais e o comportamento humano:
· A base do comportamento humano são os processos mentais, pois o comportamento humano não pode ser compreendido sem que se compreendam estes processos, nomeadamente quando analisamos os processos de tomada de decisão.



 Hugo Oliveira

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Cultura



“Será preciso admitir que os homens não são homens fora do ambiente social, visto que aquilo que consideramos ser próprio deles, como o riso ou o sorriso, jamais ilumina o rosto de crianças isoladas.”
Lucien Malson, As crianças selvagens

Esta citação chama a atenção para a ligação entre a participação dos contextos sociais e culturais particulares e modos como nos tornamos humanos, isto é, tornamo-nos humanos através da aprendizagem de formas partilhadas e reconhecíveis de ser e de nos comportarmos.
A utilização de capacidades, como comunicar através de linguagens complexas, a escrita, a pintura, a ornamentação do corpo, etc., conduziu à criação de modos particulares de ser e de viver em conjunto (ex. cada país tem o seu modo de viver em sociedade).
O mundo em que vivemos (mundo construído), embora em permanente relação com o mundo natural, constitui o ambiente de suporte e protecção dos seres humanos e das suas formas de vida. Os seres humanos organizam sociedades e criam culturas.


Por cultura entende-se o conjunto de actividades práticas, conhecimentos, teorias, valores e crenças através dos quais o ser humano interpreta a realidade que a cerca, transforma e a ela se adapta. A cultura é um mundo construído seja de forma simbólica ou física, que permite a adaptação do homem ao seu meio. A cultura varia de lugar para lugar, de tempo para tempo, de grupo para grupo. A isto dá-se o nome de variedade cultural.



Adriana Costa