quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Construtivismo - Piaget

Jeam Piaget (1896-1980) foi um epistemólogo, considerado um dos mais importantes pensadores do século XX. Tem uma abordagem construtivista principalmente porque nos ajuda a pensar o conhecimento científico na perspetiva da criança ou daquele que aprende.
O seu estudo é principalmente centrado em compreender como o aprendiz passa de um estado de menor conhecimento a outro de maior conhecimento, o que está intimamente relacionado com o desenvolvimento pessoal do indivíduo.
Para este teórico o sujeito é um elemento ativo no processo de conhecer, isto é, é um elemento decisivo nas mudanças que ocorrem nas estruturas do conhecimento, da inteligência Assim o conhecimento é um processo dinâmico há permanentemente interação entre o sujeito e o objeto não sendo possível separa-los. Este processo de interação decorre em etapas sequenciais que Piaget designa por estádios de desenvolvimento cognitivo (sensório-motor vai do nascimento até aos 18 meses; pré-operatório começa com a linguagem e vai até aos 7 anos; operações concretas vai dos 7 aos 12 anos, a criança é capaz de raciocinar sobre objetos manipuláveis; operações formais surge por volta dos 12 anos, a criança é capaz de raciocinar sobre hipóteses, sobre proposições).


No entanto Piaget aponta a existência de alguns fatores que condicionam o desenvolvimento cognitivo como são o caso da hereditariedade, da transmissão social, da experiência física e da equilibração.
Para Piaget, conhecer é agir e transformar os objetos. O conhecimento não se reduz ao simples registo feito pelo sujeito dos dados já organizados no mundo exterior. O sujeito apreende e interpreta o mundo, através das suas estruturas cognitivas. Mas o sujeito não se encontra apetrechado com estruturas inatas. Essas estruturas são formadas graças à atividade do sujeito no contato com o meio que está em devir permanente. O teórico afirma que o desenvolvimento do ser deve tratar-se de uma análise do todo, pois a análise de uma parte não nos dirá muito acerca das restantes. Nesta teoria o meio é claramente passivo e o sujeito é ativo.






O vídeo mostra nos que o construtivismo não é um simples método de ensino, mas sim, representa as fases da construção do desenvolvimento cognitivo da criança facilitando o trabalho e a compreensão do entendimento cognitivo, emocional e afetivo. Mostra nos também que o erro é um elemento fundamental na construção do conhecimento e da inteligência.


Ana Martins

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Abordagem Behaviorista - J. B. Watson



John Broadus Watson (1878-1958), um dos mais importantes psicólogos americanos, tornou-se o pai da psicologia do comportamento ou simplesmente "behaviorismo" (uma das correntes mais importantes do séc. XX), ao publicar o artigo "A Psicologia como um behaviorista a vê". Este artigo apresentava a Psicologia como uma "teoria e método de investigação psicológico que procura examinar mais objetivamente o comportamento humano e animal, com especial atenção aos factos objetivos (estímulos e reações)" com a finalidade de estabelecer leis gerais (estatísticas) do comportamento, sem fazer recurso à introspeção (defendida por Wundt). O behaviorismo é um conceito generalizado que engloba as mais diversas teorias sobre o comportamento, dentro da Psicologia.

De facto, o que esta teoria defende, é que o comportamento é caracterizado pela resposta dada a estímulos externos, isto é, nós não herdamos comportamentos, medos, nós não tememos algo apenas porque os nossos pais também o temiam, nós temos essa sensação depois de ter experienciado uma situação ou ter adquirido "hábitos" num ambiente concreto que nos fez repudiar alguma coisa. Watson não nega o estudo da consciência, mas insiste em que "estas experiências internas não podem ser objeto da ciência por não serem objetivamente observáveis".

Numa ideia mais generalizada, o behaviorismo relaciona o comportamento animal com o comportamento humano, colocando a Psicologia ao nível das outras ciências experimentais como, por exemplo, a física.
A mais importante e conhecida das experiências de John Watson, terá sido o caso da experiência do bebé Albert em 1920, que consistia em colocar um bebé sentado juntamente com a sua mãe (para lhe oferecer proteção), e gradualmente iam sujeitando o pequeno Albert a animais, que normalmente são repudiados pelos bébes ou até pelas pessoas mais adultas, mas Watson prova que tudo é influenciado pelo ambiente, somente pelo ambiente, como podemos então verificar no seguinte video:



Uma das maiores críticas à corrente behaviorista assenta no facto de os seus defensores excluírem os fatores genéticos como determinantes do comportamento humano, contrariando assim o que foi afirmado pelos geneticistas e maturacionistas.

Joaquim Oliveira

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Ser ou não ser? - Eis a questão!

O meu interesse pela clonagem despertou quando vi o filme “A Ilha” de Michael Bay, no qual o realizador faz de uma hipótese não muito longínqua, uma realidade momentânea e, devo dizer, assustadora. Ao debruçar-me sobre as ideias que o filme retratava, comecei a pensar e, simultaneamente, comecei a questionar-me. Poderemos considerar a clonagem uma nova concepção de vida? Será mais uma prova de evolução do Homem? Representará “duplicar” uma alternativa a “reproduzir”? Será mais fácil lidar com clones humanos, réplicas de um só indivíduo ou com a diferença, que caracteriza cada canto do nosso mundo?

A verdade é que as réplicas não são tão exatas assim. Ou seja, um clone perfeito pode ser idêntico à pessoa a ser clonada, relativamente à identidade genética, que é definida pelas características comuns. Mas, terá ele a mesma identidade específica? Se ao clonar uma pessoa for considerado que o clone se trata de um gémeo com alguns anos de diferença, o clone será idêntico ao indivíduo que lhe deu origem a nível físico. No entanto, nascerá noutra época e viverá outras experiências, pelo que poderá vir a ser bem diferente do ser clonado.

Por estes motivos, é de facto possível clonar a componente biológica do indivíduo, mas não a sua personalidade. Porém, isto não impede que um clone não possa vir a ter sérios problemas de ordem psicológica e conflitos de identidade, devido às grandes semelhanças com o doador do DNA.


Nos dias que correm, cultiva-se a ideia segundo a qual alguns homens podem ter um domínio total sobre a existência dos outros, chegando ao ponto de programarem a sua identidade biológica. Penso que esta concepção seletiva apenas provocará uma grave quebra cultural e social. Além do mais, a diferença é o que torna um ser humano pessoa e é essa diferença que caracteriza cada um, porque só essa diferença faz mover o mundo. Como podemos nós projetar um plano que apaga aquilo que nos torna únicos no futuro? Afinal, que direitos são esses que um homem tem sobre outro homem? Que poder pode existir em não ser livre de pensar, de agir? Simplesmente penso que não existe qualquer vantagem em fazer uma cópia humana com o propósito de utilidade ou necessidade de outro alguém. Não é correto. 

Na minha opinião, é essencial não esquecer que a investigação científica é digna pelo facto de procurar meios para beneficiar a humanidade. Ora, é igualmente importante saber qual a fronteira entre o benefício e o incerto, tal como os riscos de uma incerteza tão grande como o dia de amanhã. 

A prática destes novos avanços científicos causaria efeitos negativos nos nossos relacionamentos, bem como a perda da variabilidade genética e, inevitavelmente, terminaria com o mistério da individualidade humana. Isto leva-me a crer que o mal da grandeza ao nível da ciência se deve a situações em que a consciência se separa do poder que as novas descobertas conferem ao Homem. 
Porém, eu questiono: Qual a consideração que devemos ter por esse poder, que prejudica interesses morais, os quais orientam a humanidade, quando comparado com a evidência da verdade em cada um de nós, naquilo que somos e na nossa existência? É urgente lembrarmo-nos de uma ideia fundamental: de que todos os homens são úteis à humanidade, pelo simples facto de existirem na sua autenticidade e nada deve contrariar isso.

Maria Oliveira

Santíssima Trindade – Um código de vida

Não podemos definir um ser humano sem referirmos alguns aspetos fundamentais. O ser humano não é algo independente do mundo que o rodeia. O ser humano é corpo, é alma, é cultura, é história.
Ao contrário dos animais irracionais, o Homem é um ser bio-cultural. Isto porquê? Tudo o que é instintivo é natural, é inconsciente e isto é o que principalmente caracteriza os animais. E, apesar destes, por vezes, realizarem determinadas atividades que nos podem levar a concluir que também possuem cultura (como por exemplo os pássaros fazerem os seus ninhos), somos imediatamente refutados pelo facto destas mesmas atividades serem algo instintivo com um objetivo comum – a sobrevivência.
A cultura influência inevitavelmente os pensamentos, as perceções, os sentimentos, opiniões e os comportamentos dos respetivos membros. Encoraja, promove e sustenta modos de ser e, por sua vez, estes parecem ser naturais e estar presentes em todos os lugares. A cultura é tudo aquilo que é, pelo Homem, acrescentado à natureza e, a menos que um ser humano seja criado num ambiente selvagem este possuirá sempre cultura. Caso contrário, revelará em quase todas as suas atividades um comportamento animal e muito mais biológico do que o Homem comum. Pelo que irá colocar acima de tudo, a satisfação das suas necessidades, independentemente do custo dessa mesma satisfação.
Ou seja, apesar do Homem viver muito em função das necessidades que pretende “saciar”, este irá fazê-lo de acordo com a sociedade em que está inserido, o que implica que respeite várias regras, hábitos e crenças de maneira a contribuir para uma maior estabilidade social, impedindo assim que se confunda a civilização com uma autêntica “selva”.
Por último, contudo não menos importante, um fator que é simultaneamente fundamental para definir qualquer ser humano é o seu passado, a sua história, as suas vivências.
Na minha opinião, ninguém tem a legitimidade de julgar ninguém (com exceção do poder judicial de cada cultura, não obstante sempre dentro de determinados limites, como é óbvio) e muito menos sem ter conhecimento do passado da pessoa a quem se pretende realizar essa avaliação comportamental. Todos nós temos as nossas próprias experiências de vida e existem, sem sombra de dúvida, algumas componentes passadas que podem atenuar certas atitudes. Por estes mesmos motivos é que se torna essencial analisar esta componente mais “a longo prazo”, com o intuito de se obter, assim, conclusões muito mais viáveis e, se é que podemos dizer isto, mais corretas.
Cesarina Ferreira

Shutter Island - RECOMENDO


Caros colegas de turma, quero por este meio recomendar-vos a visualização deste filme.
Na próxima quinta colocarei um novo artigo com um comentário pessoal ao filme! Espero que o vejam, pois poderão assim dar a vossa opinião, concordando ou não com o que direi no artigo seguinte.



Adriana Costa

sábado, 5 de novembro de 2011

O Pai da Psicologia

Wilhelm Wundt nasceu em 1832, na Alemanha. Aos dezanove anos, formou-se em Medicina, mas depressa compreendeu que o seu verdadeiro interesse era Fisiologia, pelo que se especializou nessa área. Em 1855, completou o doutoramento e passou a leccionar Fisiologia. A partir de 1875 foi dar aulas para a Universidade de Leipzig, onde permaneceu até à sua morte.

Como era fisiologista, Wundt captou o método científico e aplicou-o ao estudo de um assunto que antes era domínio da Filosofia, ou seja, tomando como modelo as ciências experimentais, propôs-se a fundar a Psicologia como uma nova área da ciência objectiva e experimental. Pela análise dos processos mentais em componentes mais simples, tentou explicar a origem dos pensamentos e da percepção.

Mas, qual é a importância dos estudos deste homem para a psicologia? Wundt fundou a psicologia enquanto ciência independente da filosofia. Este facto permitiu a criação de espaços e de métodos para os estudos e pesquisas relacionadas com o objecto da psicologia. Com Wundt, a psicologia deixou de ser o estudo da alma para passar a ser o estudo dos processos mentais. No seu ponto de vista, o objecto da psicologia era o estudo da mente, das experiências conscientes do Homem. Como tal, o método por ele utilizado (introspecção controlada) permitiu não só a introdução da perspectiva experimental, como também uma melhor compreensão das sensações a partir de estados mentais.
               
Para além disto, Wundt dividiu a psicologia em psicologia experimental e psicologia social. Criou ainda o primeiro laboratório de psicologia experimental e uma revista. A concepção de psicologia defendida por Wundt apresentava a consciência como objecto e a introspecção como método, ou seja, o objecto da psicologia seria a experiência humana, analisada através da auto-observação, de modo conhecer os seus elementos constituintes mais simples (as sensações).
                
Por isso, a corrente de psicologia fundada por Wundt ficou conhecida como estruturalismo, pois no fundo, baseava-se na descoberta da estrutura ou anatomia dos processos conscientes. Porém, a principal importância de Wundt está na consolidação e constituição da psicologia e embora o seu sistema psicológico tivesse poucos seguidores, possuía aspectos de grande interesse e as suas concepções e metodologias de investigação contribuíram para o desenvolvimento desta ciência e consequentemente para o conhecimento e compreensão do ser humano. Desta forma, Wundt é conhecido como o pai da psicologia moderna e como a primeira pessoa da história da psicologia a denominar-se psicólogo.


Maria Oliveira

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Deus? Religião? fé?


Como Cristão, defendo a existência de um ser divino, que criou o universo e tudo o que nele há, por:

·    Não aceitar que o universo tenha surgido de uma explosão de energia:

 O que havia antes do big-bang?
 Como se formou essa energia?

·    Newton disse que " o universo pode ser descrito através de caracteres matemáticos e por leis físicas invariáveis".Seria muito difícil estabelecer um sistema tão bem ajustado, tão perfeitamente em ordem se tudo simplesmente fosse obra do acaso;

·    Como o ajuntamento de átomos torna possível a existência de uma vida inteligente?


Tenho outros motivos mas tenho que dizer o porque de escolher esta religião:

·    Por ser a mais sensata e de maior veracidade.

·    Os animais são apenas animais, criaturas como nós.
Não somos ensinados a odiar, a ter que perder a nossa vida para matar o maior número de pessoas que são nossos inimigos. Acreditamos que Deus ama a todos, portanto, nenhuma vida pode ser desperdiçada.

·    Não somos obrigados ter que fazer tudo que um conjunto de leis determina para ter acesso a Deus. Jesus nos falou para amar a Deus e ao próximo, isso resume toda a lei.

Deus é um ser de amor, de confiança, de misericórdia, que me faz ser uma pessoa melhor e completa, Ele ensina-me e constrói-me.
                                                                                                         
                                                                                                                                               Hugo Oliveira

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Analise etimológica de Psicologia



A expressão Psicologia deriva das palavras gregas “psyché” (alma, espírito) e “logos” (estudo, razão, compreensão). Psicologia poderia ser compreendida então como o “estudo da alma” ou a “compreensão da alma”. O termo “psicologia” traz em si uma riqueza no seu significado, pois é composta da subjetividade e do simbolismo da alma (psyché) e a objetividade e racionalismo da razão (logos) e tal integração destes conceitos permitem à “psicologia” a partir da sua própria etimologia espalhar o seu objetivo. Mas ao mesmo tempo em que traz em si essa riqueza de significado também apresenta um problema de ajustamento no conceito de ciência que traz na sua definição a objetividade e objeto de estudo definido, e fazer da “alma” esse objeto de estudo é algo, no mínimo, inquietante para os cientistas. Alguns colocam a “psicologia” como a ciência do comportamento humano, outros dirão que é o estudo do inconsciente, outros dirão ser o entendimento da consciência humana e muitas definições podem ser ditas e tal diversidade e falta de uniformidade de definição deve-se ao fato da psicologia ter como objeto de estudo o “homem” e a sua “natureza”. Retomando o aspecto apenas etimológico, é provável que a expressão “psichiologia” tenha sido usada pela primeira vez em 1506 pelo humanista croata Marko Marulik, porém somente no século XVIII é que a expressão “psicologia” passa a ser consolidada com a publicação de dois tratados de Christian von Wolff: “Psychologia empírica” (1732) e “Psychologia rationalis” (1734).
Ricardo Gonçalves

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Assassinos por natureza?


Retomando o que eu estava comentar, e de acordo com o que foi referido no artigo anterior, Mickey e Mallory acabam por se transformar em verdadeiros psicopatas, que se apaixonam assim que se vêem pela primeira vez. Decidem fazer uma viagem pelas estradas americanas, assassinando muitas pessoas inocentes e fazendo o que querem sem qualquer permissão, apenas seguindo os seus instintos básicos.


No entanto, apesar dos vários crimes que cometeram, este casal é glorificado através do poder dos meios de comunicação (os mass media). Analisando o que nos é demonstrado no filme, é possível comprovar que os media possuem a capacidade de controlar as pessoas e as suas respectivas atitudes (e consequentemente o seus comportamentos), pois tornou dois criminosos famosos e de certa forma valorosos. É um filme bastante polémico pois mostra a inversão de valores da nossa sociedade, que no fundo representa a realidade dos dias de hoje.

Penso também que o filme faz uma forte crítica relativamente à sociedade norte-americana e também à forma como o público em geral encara a violência, porque, afinal de contas, trata-se de uma história na qual os maus da fita são os heróis! 

Porém, a verdadeira questão que este filme coloca é “Será possível nascermos assassinos?”. É certo que todos nós nascemos com instintos, nomeadamente o instinto de sobrevivência, o instinto agressivo e o sexual. A sociedade é que faz com que nós tenhamos de controlar esses mesmos instintos, proibindo as nossas tendências naturais. Isto porque viver em sociedade implica obedecer a regras. Muitas vezes não nos apercebemos, mas estamos constantemente a respeitar limites e a traçá-los também. Não seria possível viver em grupo sem eles. 

Mas é importante realçar que, ao contrário dos animais, os seres humanos têm a capacidade de opção, de decidir, têm moralidade. Logo, os humanos não nascem bons, nem maus, nascem puramente naturais, com os seus instintos e as suas capacidades, pelo que cabe a cada um crescer e escolher os seus próprios caminhos de vida.

Quem mata um homem é chamado de assassino, quem mata milhares é chamado de herói.
Charles Chaplin

Maria Oliveira

Assassinos por natureza?


Natural Born Killers é um filme da década de 90, escrito por Quentin Tarantino e realizado por Oliver Stone. A história central do filme envolve duas personagens principais, Mickey e Mallory Knox. Estes jovens tiveram ambos infâncias difíceis e traumáticas pois foram vítimas de abusos e de maus-tratos. Esta situação, por sua vez, provocou graves consequências nas suas vidas de adultos.

Como já sabemos, os primeiros anos de vida de um ser humano afectam fortemente a criação da sua personalidade. Os grupos a que uma pessoa pertence exercem a sua influência através da socialização, juntamente com a componente biológica, impondo a sua cultura, atitudes, e padrões de comportamento. A sociedade modela a personalidade de base do indivíduo.

Por outro lado, as experiências pessoais também assumem um papel muito importante no que respeita aos factores que influenciam a nossa individualidade. Os significados que atribuímos às experiências vividas produzem marcas únicas, que podem ser positivas ou negativas, na nossa personalidade.

Para além disto, é também na infância que estabelecemos os primeiros laços, e o nosso bem-estar psicológico na idade adulta acaba por ser condicionado pela ligação que temos com a família. A saúde mental de uma criança depende principalmente do carinho e do respeito pelas suas necessidades. Mas, infelizmente, nem todos os pais se apercebem da importância que estes factos têm.

Por estes motivos, as experiências traumáticas vividas na infância exercem uma influência bastante significativa no desenvolvimento de uma criança, que muitas vezes se estende até à idade adulta. Como tal, as pessoas que foram vítimas de abusos, de negligência, ou outras ocorrências emocionalmente negativas, podem vir a ter sérios problemas, tanto ao nível da saúde física, como psicológica. 

No próximo artigo concluirei esta reflexão. Fiquem atentos!

Maria Oliveira