sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Edward Thorndike

Thorndike é um dos mais importantes pesquisadores no desenvolvimento da Psicologia animal. Ele elaborou uma teoria objectiva e mecanicista da aprendizagem que se concentra no comportamento manifesto. Acreditava que a Psicologia tem de estudar o comportamento e não os elementos mentais ou experiências conscientes de qualquer espécie Thorndike criou uma abordagem experimental que designou de Conexionismo, pois concentrou-se nas conexões entre estímulos e respostas, e alegando que a aprendizagem não envolve uma reflexão consciente. As suas conclusões derivam das pesquisas que fez utilizando uma caixa-problema, em que um animal era colocado na caixa e tinha de aprender a pressionar uma alavanca para sair.
Os estudos de Thorndike com gatos envolviam a colocação de um gato privado de alimento na caixa. Colocava-se comida fora dela como recompensa para a fuga e o gato tinha de puxar a alavanca para sair da caixa e atingir o alimento. Inicialmente o gato exibia um comportamento algo caótico, empurrando, farejando, dando patadas…acabando por descobrir o comportamento correcto e a porta abria-se.

Na primeira tentativa, este comportamento ocorria por acaso, em tentativas sucessivas os comportamentos aleatórios iam sendo cada vez menos exibidos, até a aprendizagem se completar, ou seja, após colocado na caixa, o gato dirigia-se logo à alavanca, accionando-a.
Thorndike concluiu que tendências de resposta mal sucedidas (as que não faziam com que o gato saísse da caixa) iam sendo menos frequentes, enquanto que as respostas que levavam ao êxito eram incorporadas - Aprendizagem por Tentativa e Erro. A incorporação ou redução de uma dada resposta foi formalizada por Thorndike como a Lei do Efeito: "todo o acto que, numa dada situação, produz satisfação, fica associado a essa situação, de maneira que, quando a situação se repete, o acto tem mais probabilidade de se repetir do que antes. Inversamente, todo o acto que, numa dada situação, produz desconforto, torna-se dissociado dessa situação, de maneira que, quando a situação se repete, o acto tem menos probabilidade de se repetir do que antes". Uma outra lei formulada e que vai de encontro com esta é a Lei do Exercício ou Lei do uso e do Desuso: "toda a resposta dada numa situação particular fica associada a essa situação. Quanto mais é usada na situação, mais fortemente a resposta se associa com ela. Inversamente, o desuso prolongado da resposta tende a enfraquecer a associação". O seu trabalho foi influenciado por várias correntes, dentre elas estão:

1– Teoria Evolucionista de Darwin – aproximou o comportamento humano e animal.

2– Tradição Associacionista – presumiu que a aprendizagem é a formação de laços associativos, ou conexões, processo de ligação de acontecimentos físicos (estímulos e respostas) e acontecimentos mentais (coisas sentidas ou percebidas), em várias combinações. Thorndike achava que o principal caminho para a formação de conexões do tipo E-R era através de ensaio e erro ao acaso, via a aprendizagem como uma série de vínculos estímulo-respostaa (E – R), que podiam ser fortalecidas ou enfraquecidas.
"A aprendizagem, era, basicamente, um empreendimento de tentativas e erros", ele prestou pouca atenção à possibilidade de formação de conceitos ou de pensamento e posteriormente formulou 3 leis da aprendizagem:

1 – Lei da prontidão:
Quando o organismo se encontra num estado em que as conexões E-R(unidades de transmissão) estão prontas a transmitir, então a transmissão é satisfatória. Caso contrário, a transmissão é perturbada – é um fenómenos momentâneo, uma espécie de momento neurologicamente ensinável.

2 – Lei do exercício (" Lei do uso e do desuso")
Quanto mais uma conexão E-R for utilizada, mais forte se tornará, e quanto menos for utilizada mais fraca se tornará – a prática leva á perfeição – a prática apenas leva a uma melhoria se for seguida de uma informação retroactiva positiva ou de uma recompensa.
A prática sem qualquer conhecimento das consequências do acto, não tem qualquer efeito sobre a aprendizagem.

3 – Lei do efeito (mais importante)
As conexões E-R são fortalecidas se forem seguidas de uma recompensa e enfraquecidas se for seguida de uma punição. Thorndike via os humanos quase como máquinas, porem as suas descobertas foram muito importantes para a mundo e para a psicologia.


Portanto, o video da-nos uma ideia de como Thorndike trabalhava e fez as suas descobertas, e ajuda a perceber tudo muito melhor. a expressão: "pai da psicologia da aprendizagem", acho que se adequa bem devido aos seus estudos e contribuição de Edward Thornike para a psicologia. 
Ricardo  Gonçalves

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

A Reflexologia de Pavlov


Pavlov, ao estudar as secreções gástricas, descobre que sempre que era apresentado um estímulo eram produzidas secreções, facto que acontecia de um modo semelhante em todos os elementos de uma espécie animal: são chamados reflexos inatos [reacções automáticas naturais]; (ex.: num cão verifica-se a produção de saliva quando é apresentado um alimento, facto que serve para ajudar a ingestão do alimento.)


Para além destes reflexos descobre que se podem desenvolver reflexos aprendidos podendo assim proceder-se a uma alteração dos comportamentos. Os reflexos aprendidos ou condicionados eram produzidos pela associação de um estímulo novo (estímulo que não produzia inicialmente nenhuma resposta específica) ao estímulo antigo (estímulo que já desencadeava o reflexo inato).

Para Pavlov, aquilo que se denominava por espírito mais não era do que a actividade do cérebro. Dedica-se, por isso, a estudar profundamente a actividade nervosa superior, estabelecendo um conjunto de leis fisiológicas que acabaram por lhe merecer o Prémio Nobel da Medicina em 1904. É no córtex cerebral que se vão formar, modificar e desaparecer os reflexos condicionados.
A psicologia estaria limitada ao estudo dos reflexos: os reflexos - inatos e condicionados - seriam o fundamento das respostas dos indivíduos aos estímulos provenientes do meio. E é a partir das suas pesquisas sobre o condicionamento que Pavlov vai explicar os processos de aprendizagem, destacando-se o estudo sobre a aquisição da linguagem.

O Condicionamento: apresentando repetidamente o estímulo novo e de seguida o estímulo antigo (do qual resultava a resposta inata) o estímulo 2 passava a ser semelhante ao estímulo 1. Após um determinado número de repetições bastava apresentar o estímulo 2 para obter a resposta inicialmente provocada pelo estímulo 1.
(ex. tocando uma campainha antes de se apresentar a comida ao cão este começava a salivar não só quando via o alimento - reflexo inato - mas também ao ouvir a campainha - reflexo condicionado).



    Para realizar esta experiência foi necessário isolar o cão do meio externo, controlando todos os estímulos que este recebia (sons, imagens) pelo que até o som do tratador a aproximar-se passou a significar a possibilidade de comida.   Contudo este condicionamento não era definitivo já que após algumas situações sem apresentação da comida, o cão deixava de responder à campainha. As formulações de Pavlov e de seu colaborador Bechterev influenciaram a psicologia norte-americana através da escola behaviorista. Skinner, posteriormente, vai caracterizar as formas de condicionamento pavlovianos - watsonianos como "respondentes" em contraposição aos condicionamentos operantes. O comportamento respondente corresponderia às acções vinculadas ao sistema nervoso autónomo, enquanto que o comportamento operante está ancorado no sistema nervoso central. Atualmente este tipo de condicionamento é identificado como condicionamento clássico sendo depois desenvolvido por Skinner num condicionamento operante.


Nuno Pedrosa

Opinião pessoal sobre o filme Shutter Island

Antes de mais quero referir que gostei bastante do enredo do filme.
Na minha opinião o protagonista possui uma certa perturbação mental. Acho que Teddy Daniels criou toda aquela história de vida para esquecer o seu passado e todas as perturbações de guerra.

O filme durante todo o seu enredo leva-nos a pensar que ele era um oficial da polícia que investigava o desaparecimento da paciente Rachel Solando. Contudo, através dos médicos ficamos a saber o seu problema. Provam-o com as fotografias que lhe mostraram, onde nessas fotografias aparecem as pessoas que lhe apareciam nos sonhos e visões, ou seja, os seus filhos e a sua mulher.

Após as revelações o protagonista reconhece o seu problema, e tem consciência de que a mulher matou os filhos e que ele a matou a ela. Finge-se depois de louco para ser submetido à lobotomia.

Adriana Costa

Construtivismo - Piaget

Jeam Piaget (1896-1980) foi um epistemólogo, considerado um dos mais importantes pensadores do século XX. Tem uma abordagem construtivista principalmente porque nos ajuda a pensar o conhecimento científico na perspetiva da criança ou daquele que aprende.
O seu estudo é principalmente centrado em compreender como o aprendiz passa de um estado de menor conhecimento a outro de maior conhecimento, o que está intimamente relacionado com o desenvolvimento pessoal do indivíduo.
Para este teórico o sujeito é um elemento ativo no processo de conhecer, isto é, é um elemento decisivo nas mudanças que ocorrem nas estruturas do conhecimento, da inteligência Assim o conhecimento é um processo dinâmico há permanentemente interação entre o sujeito e o objeto não sendo possível separa-los. Este processo de interação decorre em etapas sequenciais que Piaget designa por estádios de desenvolvimento cognitivo (sensório-motor vai do nascimento até aos 18 meses; pré-operatório começa com a linguagem e vai até aos 7 anos; operações concretas vai dos 7 aos 12 anos, a criança é capaz de raciocinar sobre objetos manipuláveis; operações formais surge por volta dos 12 anos, a criança é capaz de raciocinar sobre hipóteses, sobre proposições).


No entanto Piaget aponta a existência de alguns fatores que condicionam o desenvolvimento cognitivo como são o caso da hereditariedade, da transmissão social, da experiência física e da equilibração.
Para Piaget, conhecer é agir e transformar os objetos. O conhecimento não se reduz ao simples registo feito pelo sujeito dos dados já organizados no mundo exterior. O sujeito apreende e interpreta o mundo, através das suas estruturas cognitivas. Mas o sujeito não se encontra apetrechado com estruturas inatas. Essas estruturas são formadas graças à atividade do sujeito no contato com o meio que está em devir permanente. O teórico afirma que o desenvolvimento do ser deve tratar-se de uma análise do todo, pois a análise de uma parte não nos dirá muito acerca das restantes. Nesta teoria o meio é claramente passivo e o sujeito é ativo.






O vídeo mostra nos que o construtivismo não é um simples método de ensino, mas sim, representa as fases da construção do desenvolvimento cognitivo da criança facilitando o trabalho e a compreensão do entendimento cognitivo, emocional e afetivo. Mostra nos também que o erro é um elemento fundamental na construção do conhecimento e da inteligência.


Ana Martins

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Abordagem Behaviorista - J. B. Watson



John Broadus Watson (1878-1958), um dos mais importantes psicólogos americanos, tornou-se o pai da psicologia do comportamento ou simplesmente "behaviorismo" (uma das correntes mais importantes do séc. XX), ao publicar o artigo "A Psicologia como um behaviorista a vê". Este artigo apresentava a Psicologia como uma "teoria e método de investigação psicológico que procura examinar mais objetivamente o comportamento humano e animal, com especial atenção aos factos objetivos (estímulos e reações)" com a finalidade de estabelecer leis gerais (estatísticas) do comportamento, sem fazer recurso à introspeção (defendida por Wundt). O behaviorismo é um conceito generalizado que engloba as mais diversas teorias sobre o comportamento, dentro da Psicologia.

De facto, o que esta teoria defende, é que o comportamento é caracterizado pela resposta dada a estímulos externos, isto é, nós não herdamos comportamentos, medos, nós não tememos algo apenas porque os nossos pais também o temiam, nós temos essa sensação depois de ter experienciado uma situação ou ter adquirido "hábitos" num ambiente concreto que nos fez repudiar alguma coisa. Watson não nega o estudo da consciência, mas insiste em que "estas experiências internas não podem ser objeto da ciência por não serem objetivamente observáveis".

Numa ideia mais generalizada, o behaviorismo relaciona o comportamento animal com o comportamento humano, colocando a Psicologia ao nível das outras ciências experimentais como, por exemplo, a física.
A mais importante e conhecida das experiências de John Watson, terá sido o caso da experiência do bebé Albert em 1920, que consistia em colocar um bebé sentado juntamente com a sua mãe (para lhe oferecer proteção), e gradualmente iam sujeitando o pequeno Albert a animais, que normalmente são repudiados pelos bébes ou até pelas pessoas mais adultas, mas Watson prova que tudo é influenciado pelo ambiente, somente pelo ambiente, como podemos então verificar no seguinte video:



Uma das maiores críticas à corrente behaviorista assenta no facto de os seus defensores excluírem os fatores genéticos como determinantes do comportamento humano, contrariando assim o que foi afirmado pelos geneticistas e maturacionistas.

Joaquim Oliveira

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Ser ou não ser? - Eis a questão!

O meu interesse pela clonagem despertou quando vi o filme “A Ilha” de Michael Bay, no qual o realizador faz de uma hipótese não muito longínqua, uma realidade momentânea e, devo dizer, assustadora. Ao debruçar-me sobre as ideias que o filme retratava, comecei a pensar e, simultaneamente, comecei a questionar-me. Poderemos considerar a clonagem uma nova concepção de vida? Será mais uma prova de evolução do Homem? Representará “duplicar” uma alternativa a “reproduzir”? Será mais fácil lidar com clones humanos, réplicas de um só indivíduo ou com a diferença, que caracteriza cada canto do nosso mundo?

A verdade é que as réplicas não são tão exatas assim. Ou seja, um clone perfeito pode ser idêntico à pessoa a ser clonada, relativamente à identidade genética, que é definida pelas características comuns. Mas, terá ele a mesma identidade específica? Se ao clonar uma pessoa for considerado que o clone se trata de um gémeo com alguns anos de diferença, o clone será idêntico ao indivíduo que lhe deu origem a nível físico. No entanto, nascerá noutra época e viverá outras experiências, pelo que poderá vir a ser bem diferente do ser clonado.

Por estes motivos, é de facto possível clonar a componente biológica do indivíduo, mas não a sua personalidade. Porém, isto não impede que um clone não possa vir a ter sérios problemas de ordem psicológica e conflitos de identidade, devido às grandes semelhanças com o doador do DNA.


Nos dias que correm, cultiva-se a ideia segundo a qual alguns homens podem ter um domínio total sobre a existência dos outros, chegando ao ponto de programarem a sua identidade biológica. Penso que esta concepção seletiva apenas provocará uma grave quebra cultural e social. Além do mais, a diferença é o que torna um ser humano pessoa e é essa diferença que caracteriza cada um, porque só essa diferença faz mover o mundo. Como podemos nós projetar um plano que apaga aquilo que nos torna únicos no futuro? Afinal, que direitos são esses que um homem tem sobre outro homem? Que poder pode existir em não ser livre de pensar, de agir? Simplesmente penso que não existe qualquer vantagem em fazer uma cópia humana com o propósito de utilidade ou necessidade de outro alguém. Não é correto. 

Na minha opinião, é essencial não esquecer que a investigação científica é digna pelo facto de procurar meios para beneficiar a humanidade. Ora, é igualmente importante saber qual a fronteira entre o benefício e o incerto, tal como os riscos de uma incerteza tão grande como o dia de amanhã. 

A prática destes novos avanços científicos causaria efeitos negativos nos nossos relacionamentos, bem como a perda da variabilidade genética e, inevitavelmente, terminaria com o mistério da individualidade humana. Isto leva-me a crer que o mal da grandeza ao nível da ciência se deve a situações em que a consciência se separa do poder que as novas descobertas conferem ao Homem. 
Porém, eu questiono: Qual a consideração que devemos ter por esse poder, que prejudica interesses morais, os quais orientam a humanidade, quando comparado com a evidência da verdade em cada um de nós, naquilo que somos e na nossa existência? É urgente lembrarmo-nos de uma ideia fundamental: de que todos os homens são úteis à humanidade, pelo simples facto de existirem na sua autenticidade e nada deve contrariar isso.

Maria Oliveira

Santíssima Trindade – Um código de vida

Não podemos definir um ser humano sem referirmos alguns aspetos fundamentais. O ser humano não é algo independente do mundo que o rodeia. O ser humano é corpo, é alma, é cultura, é história.
Ao contrário dos animais irracionais, o Homem é um ser bio-cultural. Isto porquê? Tudo o que é instintivo é natural, é inconsciente e isto é o que principalmente caracteriza os animais. E, apesar destes, por vezes, realizarem determinadas atividades que nos podem levar a concluir que também possuem cultura (como por exemplo os pássaros fazerem os seus ninhos), somos imediatamente refutados pelo facto destas mesmas atividades serem algo instintivo com um objetivo comum – a sobrevivência.
A cultura influência inevitavelmente os pensamentos, as perceções, os sentimentos, opiniões e os comportamentos dos respetivos membros. Encoraja, promove e sustenta modos de ser e, por sua vez, estes parecem ser naturais e estar presentes em todos os lugares. A cultura é tudo aquilo que é, pelo Homem, acrescentado à natureza e, a menos que um ser humano seja criado num ambiente selvagem este possuirá sempre cultura. Caso contrário, revelará em quase todas as suas atividades um comportamento animal e muito mais biológico do que o Homem comum. Pelo que irá colocar acima de tudo, a satisfação das suas necessidades, independentemente do custo dessa mesma satisfação.
Ou seja, apesar do Homem viver muito em função das necessidades que pretende “saciar”, este irá fazê-lo de acordo com a sociedade em que está inserido, o que implica que respeite várias regras, hábitos e crenças de maneira a contribuir para uma maior estabilidade social, impedindo assim que se confunda a civilização com uma autêntica “selva”.
Por último, contudo não menos importante, um fator que é simultaneamente fundamental para definir qualquer ser humano é o seu passado, a sua história, as suas vivências.
Na minha opinião, ninguém tem a legitimidade de julgar ninguém (com exceção do poder judicial de cada cultura, não obstante sempre dentro de determinados limites, como é óbvio) e muito menos sem ter conhecimento do passado da pessoa a quem se pretende realizar essa avaliação comportamental. Todos nós temos as nossas próprias experiências de vida e existem, sem sombra de dúvida, algumas componentes passadas que podem atenuar certas atitudes. Por estes mesmos motivos é que se torna essencial analisar esta componente mais “a longo prazo”, com o intuito de se obter, assim, conclusões muito mais viáveis e, se é que podemos dizer isto, mais corretas.
Cesarina Ferreira

Shutter Island - RECOMENDO


Caros colegas de turma, quero por este meio recomendar-vos a visualização deste filme.
Na próxima quinta colocarei um novo artigo com um comentário pessoal ao filme! Espero que o vejam, pois poderão assim dar a vossa opinião, concordando ou não com o que direi no artigo seguinte.



Adriana Costa

sábado, 5 de novembro de 2011

O Pai da Psicologia

Wilhelm Wundt nasceu em 1832, na Alemanha. Aos dezanove anos, formou-se em Medicina, mas depressa compreendeu que o seu verdadeiro interesse era Fisiologia, pelo que se especializou nessa área. Em 1855, completou o doutoramento e passou a leccionar Fisiologia. A partir de 1875 foi dar aulas para a Universidade de Leipzig, onde permaneceu até à sua morte.

Como era fisiologista, Wundt captou o método científico e aplicou-o ao estudo de um assunto que antes era domínio da Filosofia, ou seja, tomando como modelo as ciências experimentais, propôs-se a fundar a Psicologia como uma nova área da ciência objectiva e experimental. Pela análise dos processos mentais em componentes mais simples, tentou explicar a origem dos pensamentos e da percepção.

Mas, qual é a importância dos estudos deste homem para a psicologia? Wundt fundou a psicologia enquanto ciência independente da filosofia. Este facto permitiu a criação de espaços e de métodos para os estudos e pesquisas relacionadas com o objecto da psicologia. Com Wundt, a psicologia deixou de ser o estudo da alma para passar a ser o estudo dos processos mentais. No seu ponto de vista, o objecto da psicologia era o estudo da mente, das experiências conscientes do Homem. Como tal, o método por ele utilizado (introspecção controlada) permitiu não só a introdução da perspectiva experimental, como também uma melhor compreensão das sensações a partir de estados mentais.
               
Para além disto, Wundt dividiu a psicologia em psicologia experimental e psicologia social. Criou ainda o primeiro laboratório de psicologia experimental e uma revista. A concepção de psicologia defendida por Wundt apresentava a consciência como objecto e a introspecção como método, ou seja, o objecto da psicologia seria a experiência humana, analisada através da auto-observação, de modo conhecer os seus elementos constituintes mais simples (as sensações).
                
Por isso, a corrente de psicologia fundada por Wundt ficou conhecida como estruturalismo, pois no fundo, baseava-se na descoberta da estrutura ou anatomia dos processos conscientes. Porém, a principal importância de Wundt está na consolidação e constituição da psicologia e embora o seu sistema psicológico tivesse poucos seguidores, possuía aspectos de grande interesse e as suas concepções e metodologias de investigação contribuíram para o desenvolvimento desta ciência e consequentemente para o conhecimento e compreensão do ser humano. Desta forma, Wundt é conhecido como o pai da psicologia moderna e como a primeira pessoa da história da psicologia a denominar-se psicólogo.


Maria Oliveira

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Deus? Religião? fé?


Como Cristão, defendo a existência de um ser divino, que criou o universo e tudo o que nele há, por:

·    Não aceitar que o universo tenha surgido de uma explosão de energia:

 O que havia antes do big-bang?
 Como se formou essa energia?

·    Newton disse que " o universo pode ser descrito através de caracteres matemáticos e por leis físicas invariáveis".Seria muito difícil estabelecer um sistema tão bem ajustado, tão perfeitamente em ordem se tudo simplesmente fosse obra do acaso;

·    Como o ajuntamento de átomos torna possível a existência de uma vida inteligente?


Tenho outros motivos mas tenho que dizer o porque de escolher esta religião:

·    Por ser a mais sensata e de maior veracidade.

·    Os animais são apenas animais, criaturas como nós.
Não somos ensinados a odiar, a ter que perder a nossa vida para matar o maior número de pessoas que são nossos inimigos. Acreditamos que Deus ama a todos, portanto, nenhuma vida pode ser desperdiçada.

·    Não somos obrigados ter que fazer tudo que um conjunto de leis determina para ter acesso a Deus. Jesus nos falou para amar a Deus e ao próximo, isso resume toda a lei.

Deus é um ser de amor, de confiança, de misericórdia, que me faz ser uma pessoa melhor e completa, Ele ensina-me e constrói-me.
                                                                                                         
                                                                                                                                               Hugo Oliveira