quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O poder da música - Inquestionável?


A música, sem dúvida alguma, exerce uma inquestionável força sobre o ambiente e especialmente sobre o ser humano. Por este motivo, é muito importante que o individuo dedique algum tempo a escutá-la e não simplesmente a ouvi-la. Muitas são as pessoas que ouvem música, mas poucas são as que as escutam. Escutar é acompanhar, interpretar e sentir aquilo que estimula o sentido de audição e ineveitavelmente a mente. Muitos peritos neste assunto, afirmam que o auge da influência musical no ser humano é na infância deste e até mesmo enquanto este se encontra no ventre materno. Isto porque, como sabemos, as relações precoces por cada um de nós desenvolvidas são fatores de extrema importância na construção da identidade de cada um. Estas relações que formam laços quase que inquebráveis podem, então ser estimuladas de várias formas. Uma das maneiras mais eficazes de promover um bom desenvolvimento do bebé e, simultaneamente promover uma relação mais íntima entre mãe e filho é fazê-lo escutar um género de música adequado e provido de um calmo balanço compassado. O género mais estimulante é, tendo em conta vários estudos, o clássico-contemporâneo.

Contudo, apesar de a música provocar efeitos notórios na infância do indivíduo, esta tem também um poder irrefutável sobre o ser humano, seja qual for a sua idade. Esta possui, de facto, uma força inerente e deve ser por isso cuidadosamente selecionada (tanto quando se escuta como quando se produz), por um lado para evitar efeitos negativos, mas também a fim de promover um certo nível de equilíbrio emocional. Para que ocorra este segundo efeito é necessária uma certa rotina musical. Ou seja, todos os dias, se possível, a pessoa deve dedicar algum tempo a esta atividade, na medida em que

 os efeitos pretendidos se façam sentir. E mesmo que estes nos pareçam evidentes no momento, manter essa mesma rotina é a melhor maneira de conduzir a uma “acumulação de sensações”, supostamente boas (presumindo-se que a pessoa apenas queira retirar o lado bom da influência musical e aplicá-la no seu dia-a-dia de forma a sentir-se melhor com ela mesma). Por esta razão, para que os resultados esperados, tais como de terapia, de transe ou meditação, é preciso que a música seja repetida um certo número de vezes e de acordo com o estado de espírito da pessoa, de modo a que não cometa o erro anteriormente referido – somente ouvi-la.
Este forte efeito produzido pela melodia é reconhecido desde os tempos mais remotos. Historicamente, encontramos evidenciado este facto nos manuscritos dos filósofos gregos inclusive Homero, Platão, Aristóteles e especialmente Pitágoras. Estes mencionavam que a música podia, então ser usada como um importante agente de cura psíquica. Para Platão, uma cuidadosa regulamentação da música era fundamental para o bem-estar e para a saúde do povo. Já na opinião de Aristóteles, as suas duas principais funções eram servir como catarse das emoções e construir um caráter ético forte. Não obstante, nos nossos dias, aquilo a que chamamos música é apenas uma miniatura (uma amostra) da harmonia de todo o Universo, que está em constante ação e por trás de todas as coisas, sendo esta a fonte e a origem da natureza.

Cesarina Ferreira

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

O segredo das cores

A cor é uma perceção visual originada pela ação de um feixe de fotões sobre células especializadas da retina, que transmitem impressões para o sistema nervoso, através da informação pré-processada no nervo ótico. No entanto, as cores não são vistas da mesma forma por todas as pessoas. Aliás, as cores são observadas e interpretadas de forma diferente por cada um de nós e muitos psicólogos acreditam que é aqui que reside a explicação pela qual temos preferência por determinadas tonalidades. Esta escolha pode estar baseada na nossa personalidade ou em desejos mais profundos e inconscientes.

É importante realçar que todas as cores têm propriedades diferentes segundo a cultura que as considera. Cada cor possui uma característica e uma certa influência sobre os indivíduos. As nossas emoções são muitas vezes estimuladas pela cor, que pode ter uma conotação negativa ou positiva, de acordo com a experiência que lhe associamos. Como tal, as cores podem ter um efeito calmante e tranquilizante ou, pelo contrário, um efeito estimulante. Para além disto, a cultura na qual estamos inseridos acaba por estabelecer determinadas atitudes psicológicas que orientam, embora inconscientemente, as nossas inclinações e tendências individuais.

Muitos significados relacionados com a cor estão integrados na cultura dos diferentes povos, pelo que influenciam as sensações visuais que definem os estados emocionais ou situações vividas por um indivíduo e existem evidências científicas que mostram que a luz transmitida pelas cores pode realmente afetar as nossas emoções. 
Por exemplo, na psicologia publicitária, os psicólogos procuram utilizar as cores para tornarem um produto mais apelativo. De acordo com vários estudos, existe uma relação entre a idade de uma pessoa e preferência que esta manifesta relativamente a uma dada cor. 

Estes estudos concluíram ainda que os adultos preferiam cores mais escuras, tais como o verde ou o azul e as crianças preferiam cores vibrantes, tais como o amarelo e o vermelho. Este estudo é então muito útil para a psicologia da publicidade, na medida em que permite a criação de publicidade da comunicação visual baseada num público-alvo.

Em suma, o ser humano reage de formas muito diversas face às cores que o rodeiam e todos os psicólogos concordam que esta reação depende dos significados que atribuímos às cores, que por sua vez são baseados nas experiências de cada indivíduo, inserido numa determinada sociedade e cultura.

Maria Oliveira

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Brainstorm


A nossa mente, mais especificamente o nosso cérebro contém muitas particularidades. E apesar de estarmos a progredir no sentido positivo de as desvendar, ainda nos falta percorrer um longo caminho até conseguirmos entender na totalidade as atividades desta máquina perfeita que comanda todas as funções vitais do corpo humano. Sendo então o cérebro o nosso principal órgão (sem querer retirar importância a todos os outros, como é óbvio), a sua complexidade despertou desde cedo o interesse de muitos cientistas que realizaram inúmeros testes em prol da melhor compreensão do mesmo.

Contudo, como o estudo deste elemento do nosso corpo é tão atraente e intrigante, apelou até à atenção de um mundialmente famoso publicitário – Alex Osborn. Proveniente dos Estados Unidos e também o autor de uma importante técnica de criatividade denominada brainstorming.
Mas o que é então isto de “Brainstorm”? É um termo oriundo da língua inglesa e pode ser traduzido como “tempestade de ideias”. Basicamente, é uma técnica que atualmente é utilizada por muitos profissionais e consiste numa exploração de ideias, visando a obtenção das melhores soluções (para uma qualquer situação mais ou menos pertinente e/ou relevante) a partir de um grupo de pessoas. Ou seja, esta técnica reside num espécie de “chuva de palpites” que pode favorecer ou não o surgimento de ideias novas que ajudem a resolver dilemas do dia-a-dia em sociedade.

 Uma particularidade interessante deste processo é o facto de ser obrigatória a ausência de julgamentos ou de autocríticas. O que significa que todas as ideias são aceites mesmo que aparentemente absurdas. O objetivo é, então incentivar o grupo a libertar todo o seu conhecimento e criatividade, sem barreiras ou restrições. Este facto vai desenvolver a espontaneidade de cada um possibilitando assim um maior leque de soluções ou respostas em relação a uma determinada circunstância.
Com este método, para além de (quase sempre) se alcançar ideias de qualidade (tendo em conta, é claro, as características do grupo escolhido para realizar a atividade), há também a vantagem do mérito ser distribuído, visto que é o resultado de um trabalho em equipa.
Esta técnica foi então elaborada, pela primeira vez por Alex Osborn com a propósito de conseguir obter boas estratégias publicitárias. No entanto, este senhor não se apercebeu que ao desenvolver esta técnica, estava também a estudar aspetos interessantes da mente humana.  Com a obrigatoriedade da ausência de de julgamentos e autocríticas, os indivíduos do grupo dizem, quase que inconscientemente, tudo aquilo que lhes pareça relevante mesmo que completamente inesperado (e por isso mesmo, muitas vezes, inovador). Facto que demonstra que o ser humano, inúmeras vezes, se retrai, inibindo (ou recalcando) assim as ideias que à partida lhe parecem inúteis e completamente descabidas.
Cesarina Ferreira

O Neurónio

O neurónio é a célula do sistema nervoso responsável pela condução do impulso nervoso na qual está localizada no cérebro. É a estrutura básica do sistema nervoso, comum à maioria dos vertebrados , é a mesma da totalidade dos mamíferos. O cérebro humano possui entre 10 mil milhões a 100 mil milhões de neurónios que vão cooperando entre si interagindo uns com os outros , pois cada neurónio do cérebro humano está ligado a centenas ou milhares de outros neurónios. Assim , estima-se que existe 1 bilião a 1000 biliões de conexões entre os neurónios . Este número é muito inferior ao número estimado para que o conexionismo no cérebro seja total .

O neurónio é constituído por uma célula principal (cell body), por dendrites, por um axónio e na sua extremidade existem estruturas designadas por sinapses.
As dendrites têm como função fazer o processamento e integrar as correntes sendo o resultado da computação propagado ao longo do axónio até às sinapses, em que as correntes de saída são as correntes de entrada de outros neurónios. As sinapses fazem com que a célula influencie a actividade das outras células.
Existe a crença por parte dos cientistas de que a eficiência das sinapses pode variar e estas eficiências são a chave do entendimento da natureza da computação neuronal.
Nos mamíferos o sistema nervoso é protegido por um crânio e por uma coluna vertebral . Para que o tecido nervoso não venha a ser danificado quando em contacto com o osso existe entre eles um fluído cerebrospinal que faz com que o sistema cerebral se encontre em suspensão hidráulica.
O sistema nervoso vai consumir 25% de energia do seu corpo, devido à electroquímica dos neurónios. Este elevado metabolismo faz com que os tecidos metabolicamente activos sejam sensíveis a venenos e a falhas de combustivel. Para que isto não aconteça o cérebro é regulado através de uma barreira sangue-cérebro que é um mecanismo de filtragem , desempenhado principalmente pela glia , que permite a passagem de um espectro estreito de moléculas.

Os neurónios dos mamíferos têm a particularidade de pouco após o seu nascimento, não se dividirem mais. Não existe a substituição de neurónios logo após a sua morte. Alguns sistemas neuronais têm a particularidade de existir uma competição para estabelecer conexões entre neurónios e, se os contactos funcionais não forem apropriados, a célula morre.

Rui Leitão

Ser dorminhoco não é ser oco!

Um artigo publicado no “Journal of Experimental Psychology” despertou a curiosidade de centenas de leitores com a questão “Será possível aprender enquanto dormimos?”. Segundo os investigadores da Universidade do Estado do Michigan, nos Estados Unidos, é de facto possível. Estes cientistas defendem que isso acontece devido à existência de uma nova forma de memória inconsciente, da qual foram detetados os primeiros sinais. 

O artigo realçava as evidências referidas por um estudo que analisou o sono de cerca de 250 pessoas. Sabe-se que o sono é um estado de consciência complementar ao estado desperto, no qual há um repouso periódico caracterizado pela suspensão temporária da atividade percetivo-sensorial e motora voluntária. 
O Sono - Salvador Dalí
É possível dividir o sono em duas fases principais: a fase “non rapid eye movement” (NREM) e a fase “rapid eye movement” (REM). A fase NREM ocupa cerca de 75% do tempo de sono é essencialmente um período de conservação e de recuperação da energia física do indivíduo.

A fase REM caracteriza-se por uma atividade cerebral intensa, semelhante à do estado de vigília e é essencial para o nosso bem-estar físico e psicológico. É também nesta etapa do sono que ocorrem os sonhos que envolvem situações emocionalmente fortes. 

Ora, o estudo em questão concluiu que durante o sono, o cérebro processa informações sem o conhecimento do indivíduo, o que por sua vez pode contribuir para a memória enquanto estamos acordados. Esta habilidade pode ser considerada uma nova forma de memória, que reforça a aprendizagem sem qualquer ação consciente da pessoa. 

No entanto, os pesquisadores alertaram para o facto de que a aprendizagem ocorre de forma diferente de pessoa para pessoa. Como tal, embora algumas pessoas possam aprender enquanto dormem, para outros este processo é mais eficiente durante a vigília. Ainda assim, a melhoria da memória foi observada na maioria das pessoas que participaram na experiência.

Por estes motivos, os investigadores reforçaram ainda a importância de uma boa noite de sono, pois trata-se de um período de repouso, tanto para o corpo como para a mente, que resulta geralmente numa sensação de energia física, psíquica e intelectual restabelecida.
Maria Oliveira

Sistema Nervoso Central (SNC)

É importante notar que a divisão que é feita de sistema nervoso em sistema nervoso central e periférico é basicamente funcional, sendo conveniente para fins didáticos. O SNC é formado pelo encéfalo, alojado na caixa craniana e pela espinal-medula. As propriedades especiais da parte central do sistema nervoso residem em complexas interconexões de neurónios, nas quais surgem os padrões paropriados de respostas aos estímulos provenientes do meio externo e interno. Geralmente, encéfalo é confundido com cérebro e ambos os termos são usados igualmente. Na verdade, o encéfalo é formado pelo cérebro, cerebelo e bulbo raquidiano.

A espinal-medula possui uma região central da massa cinzenta, que recebe e processa a informação sensitiva enviado-a depois para os músculos, região essa rodeada de substância branca que contem axónios counicantes com o cérebro e com a espinal-medula. Actua como uma espécie de intermediário entre o SNP  e o SNC e possui muitas fibras nervosas dispostas em conjuntos, que controlam os músculos e os órgãos internos. Recebe, através dos nervos sensitivos, informação sobre a temperatura, dor, tato, tensão muscular e posição das articulações, podendo esta ser transportada até ao cérebro, pela substância branca, de forma a estimular conscientemente a informação ou então essa informação depois de entrar na medula pode ser utilizada para controlar a tensão muscular ou estimular respostas reflexas.
As resposta reflexas são atos involuntários, imediatos, produzidos de forma inconsciente. Por exemplo, quando tocamos em algum objecto quente retiramos automaticamente a mão num ato reflexo e quando focamos uma luz brilhante imediatamente pestanejamos de forma a proteger o olho. Na produção de um reflexo quatro ações são desencadeadas: a recepção, condução, transmissão e resposta. O sistema nervoso central intervém em todas elas.


Luís Lopes

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O cérebro e a psicologia...

O cérebro do ser humano é diferente de todos os outros devido a muitos factores, e são precisamente esses factores que nos levam a ser a espécie dominante, pelo menos a nível de cultura porque a muitos outros níveis somos meros aprendizes comparados com os outros animais. Como sabemos quando nós, seres humanos, nascemos o nosso cérebro não está completamente desenvolvido, isto deve-se ao facto de este desenvolver-se de uma forma lenta e assim, possuirmos um cérebro imaturo e inacabado. O ser humano é um ser prematuro, no sentido em que não apresenta as suas capacidades, competências desenvolvidas, esta prematuridade e esta imaturidade explica por que razão o período da infância é tão longo.
Nós somos seres biologicamente inacabados (atraso no desenvolvimento, fazendo com o indivíduo se desenvolva mais devagar) e quando nascemos os neurónios (células nervosas) vão-se dividindo, formando inúmeras ligações neuronais – cortilização. Nos primeiros meses de vida, a estrutura do córtex modifica-se, devido ao aumento de redes neuronais – multiplicação. 
Mas como somos seres que possuímos um cérebro auto-organizado, essas redes neuronais vão sofrendo um processo de selecção (boas conexões). O processo de selecção das redes neuronais está relacionado com o potencial genético característico da espécie que disponibiliza o desenvolvimento cerebral num dado sentido. Para além do factor aleatório na formação das redes neuronais estas dependem de factores epigenéticos que decorrem da relação com o meio e que reflectem a história de cada indivíduo. Depois do nascimento, as experiências do sujeito cristalizam-se sob a forma de ligações sinápticas entre neurónios. É o que se designa por epigénese. Existe, por isso, um processo de moldagem que se mantém ao longo da vida. Após o nascimento, o papel do meio é crucial no desenvolvimento do indivíduo – O cérebro recebo estímulos do meio que actuam de forma concertada no desenvolvimento cerebral, e é a sua função garantir a nossa sobrevivência – processo auto-organizado.
A nossa prematuridade explica a ausência de uma programação biológica tão rígida como a que existe noutros animais. Inacabado, biologicamente desamparado, prematuro, está aberto a múltiplas potencialidades. A nossa natureza biológica torna mais flexível o processo de adaptação ao meio. Há uma grande diferença entre os seres vivos totalmente programados e outros animais que são parcialmente programados. No ser humano, essa programação é a menos significativa, por comparação com os outros seres vivos – o programa genético é aberto e é essa diferença que nos distingue como seres humanos. Os animais apresentam esquemas de comportamento especializados que os dotam de capacidades altamente eficazes de adaptação do meio. Por exemplo, os leões têm garras que lhes permitem caçar e rasgar as suas presas. Contudo, estas especializações determinam limitações pois funcionam apenas nos nichos ecológicos onde os animais estão inseridos. As garras de um leão não o permitem abrir uma porta. Para além destas funções para que estão programados, estas capacidades de pouco servem quando as circunstâncias se alterem.



É, por isso que esta nossa “imperfeição”, o nosso inacabamento permitem que nos adaptemos às mudanças, às situações imprevistas. Estas limitações anatómicas compensam, pois permitem-nos inventar, imaginar, criar soluções para a possibilidade de adaptação a circunstâncias novas e, por isso, desafiadoras.
Outra vantagem, que nos torna a espécie dominante é podermos afirmar e definir individuação pelo processo de singularidade e autonomia que nos individualiza de todos os outros, o que nos torna únicos e irrepetíveis. Este processo permite a cada ser humano escapar à padronização da hereditariedade específica, ou seja, de todas as características comuns da espécie humana. Contudo, a individuação não depende apenas das definições do património genético, mas também da nossa história social, isto é, das experiências pessoais vividas. A individuação resulta do culminar entre a interacção da hereditariedade individual (conjunto de características herdadas por um individuo que o distingue de todos os membros que integram na sua espécie humana), com a socialização que ocorre em toda a vida (o meio, e o grupo social incute neste determinados valores, influencia-o a determinadas atitudes e comportamentos que de certa forma o tornam diferentes de todos os outros, no entanto cada individuo interpreta aquilo que aprende e interpreta esses valores de forma diferente).
Somos a espécie dominante do planeta pois conseguimos arranjar, inventar, criar maneiras para o sermos, uma vez que somos seres sociais que pensamos. Muitas cabeças pensam melhor do que uma, ou seja, muitos cérebros pensam melhor do que um.
Ricardo Gonçalves

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Terá o ser humano limites?

Comer bebés, comer criancinhas... Isso é algo que certa gente tenta incutir na mente dos seus imberbes para aterrorizar e demonizar determinada cultura ou ideologia, criar preconceito acerca das mesmas.
Respondendo um pouco ao título do tópico, o limite é inexistente. Todos nós temos ou fazemos uma vaga ou clara ideia dos nossos pontos de não retorno, isto é, os nossos limites morais. Mas todos nós também já nos deparamos com pensamentos do tipo: eu era capaz de matar a sangue frio e sem qualquer tipo de remorso tal tipo: eu era capaz de subir ao ponto mais alto e mandar-me precipício abaixo: eu era capaz de rebentar com o mundo inteiro, ficar só eu e mais uns quantos ou não ficar cá absolutamente nada: eu era capaz de matar alguém da minha família para herdar tal fortuna; eu era capaz de roubar e matar para roubar; etc...

A lógica de tal intelecto é inexistente. Tentar procurar uma causa para a imoralidade de tais actos ou pensamentos é tempo perdido. A moral só pode ser procurada dentro de um evento cultural, quer dizer, no preconceito das mentalidades que formam determinadas culturas. Poderia acrescentar-se lá em cima: eu era capaz de destruir tal sujeito for no good reason, nao vou com a cara dele/dela, possui qualquer característica irritante (riso, tom,etc)....

Esses ódios aparentemente irracionais aparecem sobretudo em pessoas desproporcionadas, isto é, uma pessoa que faça o elogio da beleza, do que é belo, e que insira nesse discurso o que é perfeito, arrisca-se a criar inconscientemente uma análise sub-reptícia de si mesmo por comparação --- a confusão do que é belo, ou bom, símbolos de momentos de prazer, inspiração, aceitação, catarse, comunhão, a confusão dessas marcas simbólicas passageiras com a identificação do que é ou deve ser perfeito, e por perfeito entender-se o que é ou deve ser eterno, imortal... essa confusão causa danos e erros não pequenos... ódio, raiva sobre o que é e não é, sobre o que é e não deve ser... Equívocos que nem sempre passam a bem, ou melhor, a tempo de realizar o mal...

Hélder Araújo

O cérebro humano

O cérebro é o principal órgão e centro do sistema nervoso em todos os animais vertebrados, e em muitos invertebrados. Alguns animais primitivos como os celenterados e equinodermes como a estrela-do-mar possuem um sistemas nervoso descentralizado sem cérebro, enquanto as esponjas não possuem sistema nervoso. Nos vertebrados o cérebro localiza-se na cabeça protegido pelo crânio, próximo aos aparatos sensoriais primários: visão, audição, equilíbrio, paladar, e olfato.Os cérebros podem ser extremamente complexos. O cérebro humano contém cerca de 100 biliões de neurónios, ligados por mais de 10.000 conexões sinápticas cada. Esses neurónios comunicam por meio de fibras protoplasmáticas chamadas axónio, que conduzem impulsos em sinais chamados potencial de ação para partes distantes do cérebro e do corpo e as encaminham para serem recebidas por células específicas.Apesar do rápido avanço científico, muito do funcionamento do cérebro continua um mistério. As operações individuais de neurónios e sinapses hoje são compreendidas com um detalhe considerável, mas o modo como eles cooperam em grupos de milhares ou milhões tem sido difícil de decifrar.

Hugo Oliveira

Controlo Mental

Controle mental é um termo genérico para diversas teorias controversas que propõem que o pensamento de um indivíduo, bem como seu comportamento, emoções e decisões a ser feitas, possam estar sujeitos à manipulação arbitrária de fontes externas. Também é conhecido como lavagem cerebral (do inglês brainwashing).

A possibilidade desse controle e os métodos para assumi-lo (de forma direta ou subtil) são temas para discussões entre psicológos, neurocientistas e sociológos. A definição exata de controle mental e a extensão de sua influência sobre o individuo também são debatidos.

Os diferentes pontos de vista sobre o assunto possuem implicações legais. Controle mental foi o tema do caso judicial de Patty Hearst e de vários julgamentos envolvendo novos movimentos religiosos. Questões sobre controle mental são levantadas em debates éticos relacionados ao assunto de livre arbítrio.
A questão de controle mental já foi discutida em conjunto com religião, política, prisioneiros de guerra, totalitarismo, manipulação de células neurais, cultos, terrorismo, tortura ealienação paternal.
Enquanto o controle mental continua sendo um assunto controverso, a principal possiblidade de suas influências sobre um indívido por métodos como publicidade, manipulação da mídia, propaganda, dinâmicas de grupo e pressão pública são bem pesquisados pela psicologia social e hoje são indisputados.
Manipulação eletromagnética de neurônios, desde que foi descoberto que células neurais podem ser queimadas sob o estabelecimento de uma voltagem potêncial ao redor da membrana da célula, por volta da década de 1930, foi sugerida como uma tecnologia empregada como hipnose em vitímas insuspeitas por agentes do governo americano. Esse tipo de hipnose era empregado durante o sono da pessoa, quando ela desconhece totalmente o que está havendo. O fato da vitíma estar inconsciente disto (e, portanto, incapaz de impedir o que está sendo feito) faz deste o único método aonde hipnose é considerada controle mental propriamente dito.

A crença de que alguém esteja sendo manipulado ou controlado por forças externas também é reconhecida como um dos principais sintomas do complexo de paranóia, entre outraspsicoses. Geralmente, essas sensações são de invasão ou controle total por entidades diversas como satélites governamentais em órbita, agentes do governo, aparelhos de televisão, animais, alienígenas, ou anjos e demônios. Os que sofrem desse tipo de complexo podem chegar à extremos mesmo com uma total falta de evidências sobre o que poderia estar controlando-as. Terapia psiquiátrica com medicação anti-psicose muitas vezes pode dar fim à paranóia ou pelo menos minimiza-la. Em alguns casos, no entanto, especialmente em casos de internação, a pessoa pode ver o tratamento como outra forma de controle mental. A crença de uma pessoa de estar sob controle mental é um indicador da psicose apenas quando isto se torna uma fixação obsessiva.

Hélder Araújo