quinta-feira, 8 de março de 2012

Porque mentimos?


Todos os seres humanos saudáveis mentem, uns mais outros menos, mas todos mentimos. É já da natureza humana mentir, desde pequeninos mentimos. Claro que há vários tipos de mentira, varias formas de mentir e intensidades diferentes. Em todas as culturas se mente, todas as pessoas desde as mais novas às mais velhas, dos dotados de um QI elevadíssimo aos que o seu QI não é muito gracioso, de vários níveis sociais, etc. Contudo numa cultura em que a mentira é incorrecta, é errado mentir, mas muita gente mente. Mas há vários tipos de mentira desde a chamada mentira piedosa, a mentira que pode levar uma punição maior, como a prisão. Podemos mentir por necessidade, piedade, amor, maldade, uns inúmeros motivos que poderiam ser plausíveis de uma mentira. Mas temos sempre consciência que esta errado. Há mentiras “politicamente” correctas e outras não. Por exemplo, mentir para que uma pessoa não sofra tanto, ou porque é uma coisa sem importância é politicamente correcto, mas o mais certo a fazer seria contar a verdade, isto é, é aceite na sociedade onde está inserido (como na sociedade portuguesa) mas não correcto. Mas se mentir para ocultar um crime, isso já é punível, e com pena de prisão. No entanto, a mentira também pode ser uma doença, como no caso das pessoas que padecem de mitomania, que inventam historia sobre elas, ou até sobre as pessoas mais próximas. Esta doença é muito complicada, pois torna-se muito difícil, a sociedade conviver com essa pessoa, têm sempre a desconfiança de que ela não esta a dizer e verdade, pois tem mais facilidade em mentir. Posso concluir assim que todos nós temos uma tendência natural para mentir, uns mais que outros, mas conseguimos controlar as nossas mentiras, e evitar que elas prejudiquem a nossa interacção com o mundo e a nossa adaptação ao meio.

Ricardo Gonçalves

quarta-feira, 7 de março de 2012

O significado de Racismo e Xenofobia

Racismo

A palavra racismo tem origem na junção de dois termos: raça e “ismo”, sendo raça a palavra mãe.

Racismo = Raça + “ismo”

Para percebermos o significado da palavra racismo temos de entender o que significa realmente a palavra raça.
Raça é o grupo de indivíduos pertencentes a um tronco comum e que apresentam particularidades análogas entre os membros da mesma espécie.
A palavra raça teve origem no latim, de ratio, que significa espécie.
Assim, racismo, não é mais do que uma teoria que afirma a superioridade da raça X ou Y em relação às outras raças. Nesta teoria assenta a defesa do direito de dominar ou mesmo reprimir as raças consideradas inferiores.
O racismo é, pois, uma atitude preconceituosa e discriminatória contra indivíduos de certas raças ou etnias.

Xenofobia

A palavra xenofobia, tal como a palavra racismo, advém da junção de dois termos: xeno e fobia.
A palavra xeno esta relacionada com a formação de palavras que exprime a ideia de estrangeiro ou estranho.
Fobia é o medo patológico, aversão impossível de conter.

Xenofobia = Xeno + Fobia

Assim, podemos entender a xenofobia como a antipatia ou aversão pelas pessoas ou coisas estrangeiras. Esta pode ser característica de um nacionalismo excessivo. Xenofobia é também um distúrbio psiquiátrico ao medo excessivo e descontrolado ao desconhecido ou diferente.
Xenofobia é um termo também usado num sentido amplo (amplamente usado mas muito debatido) referindo-se a qualquer forma de preconceito, racial, de grupos minoritários ou cultural.



Hugo Oliveira

terça-feira, 6 de março de 2012

Aculturação

O conceito de aculturação foi durante muito tempo utilizado para se avaliar o processo de contacto entre duas diferentes culturas. Entretanto, a utilização desse tipo de categoria vem sendo cada vez mais criticada e combatida por antropólogos e outros especialistas das ciências humanas. Em geral, a crítica realizada a esse conceito combate a ideia de que uma cultura desaparece no momento em que entra em contacto com os valores de outras culturas.

No entanto, essa premissa mostra-se completamente equivocada por compreender que a cultura consiste num conjunto de valores, práticas e signos imutáveis no interior de uma sociedade. Estudos de natureza histórica e antropológica, principalmente a partir da segunda metade do século XX, demonstraram que as sociedades humanas estão constantemente reorganizando as suas formas de compreender e lidar com o mundo. Dessa forma, a cultura não pode ser vista de uma forma estática. Um dos mais claros exemplos desse processo pode ser visto com relação às comunidades indígenas brasileiras. No começo do século XX, as autoridades oficiais acreditavam que a ampliação do contacto entre brancos e índios poderia, em questão de décadas, extinguir as comunidades indígenas. 

Contudo, o crescimento das comunidades indígenas - a partir da década de 1950 - negou o prognóstico do início daquele século. Desta maneira, devemos compreender que a cultura é um processo dinâmico e aberto. Por isso, a ideia de aculturação não pode ser vista como o fim de uma cultura, pois não há como pensar que um mesmo grupo social irá preservar os mesmos costumes durante décadas, séculos ou milénios. A cultura de um povo, para manter-se viva, deve ser suficientemente livre para conduzir as suas próprias escolhas, inovações e  permanências.


Luís Lopes

segunda-feira, 5 de março de 2012

Loucos por compras!

A compra compulsiva – também conhecida como oniomania – é um distúrbio psicológico no qual o mecanismo da dependência não resulta de uma substância, mas da forma compulsiva de realizar um comportamento: a compra.
Para além de se refletir a nível comportamental, esta dependência acaba por provocar a absorção total da pessoa, na medida em que se vai esquecendo da vida social e familiar, assim como do trabalho e dos seus outros interesses.

Mesmo que estas pessoas tenham consciência das suas possíveis perdas, não conseguem deixar de procurar o objeto da sua dependência: o ato de comprar. A compra compulsiva reúne algumas características das dependências de substâncias, nomeadamente a necessidade de ir aumentando o tempo e o dinheiro gasto em compras (à semelhança de aumentar a dose das tomas).

Confessions of a Shopaholic Scene
Também se verifica a incapacidade de controlar o impulso que ativa o comportamento e que, no caso das compras, se apresenta como uma compulsividade com o objetivo de atenuar um determinado sentimento desagradável. Quando o comprador compulsivo é impedido de realizar as suas compras, essa privação é sentida com um profundo mau-estar.
Por outro lado, quando efetua uma compra, esta ação é vivida com uma sensação de recompensa psicológica, proporcionando uma sensação de prazer ou de diminuição de tensão. Ora, estas circunstâncias funcionam como um reforço para que ocorram sucessivas repetições da experiência.
Vários estudos realizados evidenciam o facto de este distúrbio se manifestar maioritariamente em mulheres jovens, entre os 30 e os 40 anos.

Contudo, nos últimos anos foi detetado um aumento significativo desta dependência nos homens. Pensa-se que a explicação para estes resultados reside no facto de nas sociedades industriais as compras serem uma tarefa particularmente feminina.

Uma outra pesquisa realizada numa faculdade de medicina abordou os sintomas apontados pelos compradores compulsivos, defendendo o desenvolvimento de novos tratamentos dirigidos especificamente aos portadores do distúrbio. A partir de questionários feitos aos pacientes, a pesquisa verificou que a principal característica do ato de comprar compulsivamente se baseava numa falha em resistir ao impulso de comprar, o que pode gerar problemas financeiros e familiares. "O paciente apresenta uma deficiência no planeamento das suas ações e impulso de aquisição excessiva", afirma Tatiana Zambrano Filomensky, coordenadora da pesquisa. "Desta forma, o comprador compulsivo não pensa nas consequências dos seus atos a longo prazo, tendo em conta apenas a satisfação do momento de comprar". 

Em termos de tratamento, pensa-se que a melhor solução será uma junção do acompanhamento farmacológico e do acompanhamento psicoterapêutico (sobretudo a intervenção cognitivo-comportamental). Os compradores compulsivos podem também procurar implementar novos hábitos que conduzam à eliminação de sintomas e desenvolver estratégias mais profundas, que suportem a verdadeira causa do problema e que promovam o reforço da autoestima.

Maria Oliveira

Isolamento Biológico? Não...

Os processos biológicos não são completamente determinantes para a nossa sobrevivência. De facto, outros elementos intervêm, com uma importância igual, tal como é o caso da cultura. Nem a cultura, nem os processos biológicos, isoladamente, são determinantes. Assim, de uma forma simplificada, poderia dizer que nós, seres humanos, somos biologicamente culturais.
Os seres humanos são bastante complexos, difíceis de decifrar, uma vez que, apesar das características que têm em comum, o que os distingue entre si é bem maior. Assim, cada indivíduo pode categorizar-se como sendo único!
Como programas abertos que somos, temos a possibilidade de nos adaptarmos a novas circunstâncias. Apesar das nossas limitações anatómicas, compensamos com a invenção de soluções. Temos a capacidade de transformar o meio em que vivemos, adaptando-nos para que consigamos sobreviver. Para os humanos a aprendizagem é o instrumento principal da adaptação. Somos corpo e cérebro, aprendemos a ser e a encontrar a nossa forma de ser em interacção com os outros, enquanto membros de uma cultura e de uma sociedade. O Homem não sobrevive sozinho, precisa inconscientemente dos outros, o que é inevitável. Como se costuma dizer: “duas cabeças pensam mais do que uma”. Esta frase pode querer dizer que várias pessoas, cooperando umas com as outras, atingem resultados bem melhores. Por exemplo, os primitivos (a maioria dos homens) iam à caça sempre em conjunto, visto que tinham mais probabilidade de trazer em abundância comida para as famílias do que se caçassem sozinhos. Assim, cooperando uns com os outros, as tarefas tornam-se menos cansativas, produz-se mais e a satisfação é notória, tendo também interesses em comum. Isto que acabei de referir remete-nos para o campo da cultura, sendo um elemento fundamental no ambiente de qualquer pessoa, porque traduz-se em múltiplas e variadas consequências, nomeadamente na forma como cada um de nós se comporta, sente, pensa. É uma totalidade onde se conjugam valores, regras, costumes, crenças, acabando por ser o ambiente de suporte e protecção dos seres vivos. Para que haja sociedade, têm que existir modos de pensar e de fazer comuns aos membros da cultura onde estamos inseridos e, para que haja equilíbrio, tem de haver respeito mútuo, solidariedade e, acima de tudo, interiorizar normas, regras e valores.
Não há indivíduos sem comunidade e sem comunidade não há humanos!
Ricardo Gonçalves

sábado, 3 de março de 2012

"One flew over the cuckoo's nest"

Numa clínica de doentes mentais é dada a entrada de mais um paciente, cuja saúde mental irá ser avaliada, para se decidir se este paciente sofre ou não de uma doença mental ou qualquer outro desequilíbrio psíquico. 
Este paciente tem o nome de Randle Patrick McMurphy e veio de uma prisão estatal, depois de ter sido preso, fugindo assim aos trabalhos pesados da prisão.
De facto, McMurphy não era de todo são, porém, não havia qualquer indício de que ele fosse um doente mental e que justificasse a sua permanência naquela clínica.
Desde o primeiro dia de estadia, ele demonstrou grandes capacidades persuasivas e manipuladoras relativamente aos outros pacientes, e fez logo amizade com o Chefe Bromden, americano de descendência índia.
Ao longo da história, R.P.McMurphy demonstra uma grande inteligência, a qual se superioriza a todos os outros. Com esta, McMurphy consegue angariar algum dinheiro em jogos de mesa e apostas contra os seus colegas.
Depois de uma fuga, uma tentativa e ainda várias brigas dentro daquela clínica, este paciente é sujeito a uma lobotomia, cirurgia clínica desenvolvida pelo português Prémio Nobel da Medicina Egas Moniz, que consiste em cortar as ligações do lobo cerebral, fazendo com que o paciente não reaja emocionalmente, apresentando uma atividade emocional quase nula. 
Chefe Bromden, vendo o seu amigo naquele estado, mata-o com a almofada, sufocando-o e foge daquela clínica.
A história deste filme de 1975 poderia retratar, em muitos aspetos, muitos casos que acontecem na sociedade de hoje em dia, começando no crime que McMurphy comete até à sua morte.
A violação que ele cometeu, nos nossos dias são dos crimes que mais se falam. Depois vem a prisão, possivelmente de alta segurança, e como McMurphy se vê perante uma vida difícil no estabelecimento prisional, finge ser um doente mental para que possa ser transferido para uma clínica de tratamento a doentes mentais, o que está a acontecer com Renato Seabra como bem sabemos. 
Como a justiça é um contrassenso ao seu próprio nome, o desejo de R.P.McMurphy e este consegue estadia na tal clínica e por muita segurança que esta e todas as clínicas existentes nos dias de hoje possuam, os pacientes mais ousados conseguem escapar, podendo provocar graves danos na sociedade.
Depois de uma nova detenção, e uma breve punição ao paciente, as coisas voltam ao normal e toda a gente se esquece que este homem foi condenado por um crime, toda a gente se esquece que está a lidar com um "monstro". Assim, ele aproveita-se de toda a descontração da clínica para ir impondo a sua autoridade, facto atualmente presente em muitas clínicas do mundo.

Consegue a entrada de duas mulheres na clínica, consegue bebidas alcoólicas e consegue relações sexuais para um outro doente com um simples suborno ao guarda-noturno, o que na nossa sociedade é normalíssimo.
Porém, alguém "abre os olhos" e repara que aquela situação está descontrolada, sendo que submetem McMurphy a descargas elétricas e posteriormente a uma lobotomia incapacitando de vez o doente mental.
Em suma, esta é uma história veridico-fictícia que demonstra que a justiça nunca será totalmente justa.

Joaquim Oliveira

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Inteligência artificial


A Inteligência Artificial (IA) é uma área de pesquisa da ciência da computação e Engenharia da Computação, dedicada a buscar métodos ou dispositivos computacionais que possuam ou multipliquem a capacidade racional do ser humano de resolver problemas, pensar ou, de forma ampla, ser inteligente. Também pode ser definida como o ramo da ciência da computação que se ocupa do comportamento inteligente ou ainda, o estudo de como fazer os computadores realizarem coisas que, atualmente, os humanos fazem melhor.
O desenvolvimento da área começou logo após a Segunda Guerra Mundial, com o artigo "Computing Machinery and Intelligence" do matemático inglês Alan Turing, e o próprio nome foi cunhado em 1956. Seus principais idealizadores foram os cientistas Herbert Simon, Allen Newell, John McCarthy, Warren McCulloch, Walter Pitts e Marvin Minsky, entre outros.
A construção de máquinas inteligentes interessam à humanidade há muito tempo, havendo na história um registro significante de autômatos mecânicos (reais) e personagens místicos, como o Golem e o Frankenstein, que demonstram um sentimento ambíguo do homem, composto de fascínio e de medo, em relação à Inteligência Artificial.
Apenas recentemente, com o surgimento do computador moderno, é que a inteligência artificial ganhou meios e massa crítica para se estabelecer como ciência integral, com problemáticas e metodologias próprias. Desde então, seu desenvolvimento tem extrapolado os clássicos programas de xadrez ou de conversão e envolvido áreas como visão computacional, análise e síntese da voz, lógica difusa, redes neurais artificiais e muitas outras.
Inicialmente a IA visava reproduzir o pensamento humano. A Inteligência Artificial abraçou a idéia de reproduzir faculdades humanas como criatividade, auto-aperfeiçoamento e uso da linguagem. Porém, o conceito de inteligência artificial é bastante difícil de se definir. Por essa razão, Inteligência Artificial foi (e continua sendo) uma noção que dispõe de múltiplas interpretações, não raro conflitantes ou circulares.
Hélder Araújo

Amnésia

Amnésia é a perda parcial ou total da capacidade de reter e evocar informações. Qualquer processo que prejudique a formação de uma memória a curto prazo ou a sua fixação em memória a longo prazo pode resultar em amnésia.
As amnésias podem ser classificadas em amnésia orgânica causada por distúrbios no funcionamento das células nervosas, através de alterações químicas, traumatismos ou transformações degenerativas que interferem nos processos associativos acarretando uma diminuição na capacidade de registar e reter informações, ou amnésia psicogênica resultante de factores psicológicos que inibem a recordação de certos fatos ou experiências vividas. Em linhas gerais, a amnésia psicogênica actua para reprimir da consciência experiências que causam sofrimento, deixando a memória para informações neutras intacta. Neste caso, pode-se afirmar que a pessoa decide inconscientemente esquecer o que a fazer sofrer ou reviver um sofrimento. Em casos severos, quando as lembranças são intoleráveis, o indivíduo pode vivenciar a perda da memória tanto de fatos passados quanto da sua própria identidade.

As amnésias podem ainda ser divididas em termos cronológicos, em amnésia retrógrada e amnésia anterógrada. A amnésia retrógrada é a incapacidade de recordar os acontecimentos ocorridos antes do surgimento do problema, enquanto a amnésia anterógrada é à incapacidade de armazenar novas informações a longo prazo .
A depressão é a causa mais comum, porém a menos grave. Denomina-se depressão uma doença psiquiátrica, que inclui perda do ânimo e tristeza profunda superior ao mal causado pelas circunstâncias da vida.
Hélder Araújo

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O Homem não nasce humano!

Esta afirmação, é com certeza e inequivocamente verdadeira. O ser humano nasce isento de qualquer tipo de conhecimento, cultura ou costumes. É através do processo de socialização e interação entre indivíduos que este começa a interiorizar valores e a construir a sua própria identidade. A família constitui a base da nossa educação, inculca-nos os modos de agir, estar e sentir mais básicos e necessários a ter em sociedade. Esta instituição (familia) é responsável pelo início da estruturação de cada ser e é imprescindível para a nossa orientação em sociedade pois inculca-nos a linguagem, os traços gerais de cultura em que nos inserimos e alguns comportamentos  a ter em situações específicas. Um outro agente de socialização importante é a escola. Faz parte da nossa socialização secundária e tem grande valor porque, para além de dar continuidade ao que a família nos incute, fornece novos saberes, novas disciplinas.
O homem que não tem qualquer tipo de agente a incidir em si, e por isso, é um ser isento de conhecimento, modo de ser e estar. É a prova de que o Homem não tem qualquer "antecedente inteletual" quando nasce, mas que é semelhante a uma folha em branco, que ao longo da vida vai ser preenchida de saberes, costumes e valores.

Ana Martins

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Mentes Brilhantes

Marc Yu é uma criança de sete anos que se distingue inequivocamente de todas as outras, pela sua exponencial capacidade intelectual. Quando tinha dois anos, ele ouviu a canção "Mary had a little Lamb" e pouco depois a tocou no piano, impecavelmente. No ano seguinte, Marc era já capaz de tocar grandes peças de Beethoven. Hoje em dia,  ele é capaz de tocar mais de 40 clássicos sem olhar a partitura.  Crianças como Marc parecem desafiar as regras do desenvolvimento cerebral.
As questões que se colocam são: Os génios nascem com um cérebro brilhante ou é através de trabalho intenso que se tornam talentosos? Nascem assim ou são moldados? A genialidade é inata ou resultante do meio ambiente?
Grandes estudiosos chegaram a conclusão de que algumas crianças nascem com o cérebro fisicamente distinto e especificamente direccionado para a música, contudo é necessário aperfeiçoar a habilidade de cada criança prodígio.
Os músicos exercitam muitas partes do cérebro pois exigem a realização de várias  tarefas em simultâneo dentro da área visual, sensorial, motora e auditiva.
Marc era incentivado pela mãe e tinha uma enorme curiosidade pelo saber, foi considerado um génio, uma criança prodígio que depertou várias pesquisas e estudos acerca da sua capacidade intelectual. O seu cérebro era constantemente cultivado e estava sempre activo.
Apesar de não se saber se a genialidade é inata ou não, de uma coisa à certeza: É importantíssimo que uma criança nasça num meio  ambiente que lhe estimule o cérebro para que este funcione correctamente.
Um bom exemplo é o caso de Genie, um adolescente de 13 anos que passou toda a sua vida fechada num quarto sem qualquer contacto com o mundo exterior. Este facto levou á sua estagnação (ou morte) do cérebro pois a esta criança nunca lhe foi incutido qualquer tipo de conhecimento ou modos de vida. Os cérebros activos sobrevivem, mas os que não praticam qualquer acção expiram porque as ligações não utilizadas são cortadas.
O cérebro de Genie nunca foi estimulado nem amadurecido no tempo adequado, esta rapariga não passava de um ser descoordenado e intelectualmente pouco dotado. Os genes e estímulos fornecidos pelo meio ambiente interligam-se e desenvolvem o cérebro, facto que não aconteceu com Genie devido ao isolamento a que esteve sujeito e à história de vida que não pôde construir por falta de experiência.



Ana Martins