
Desenvolve então uma experiência no âmbito da influência social: a submissão à autoridade.
Esta experiência consistiu em recrutar voluntários entre os 20 e os 50 anos, sendo que seriam remunerados no final. Inicialmente foi feito um sorteio no qual se decidia quem era o aluno (que levaria com choques se respondesse erradamente às questões) e o professor (que fazia as questões e exercia os choques no aluno caso este errasse). A descarga dos choques variava entre os 15 e 450 volts.
Obviamente a descarga nunca era real, apesar dos alunos simularem o sofrimento.
No fim da experiência, e depois de se registarem todos os desconfortos dos "professores", estes foram entrevistados e responderem que não teriam escolha, que apenas obedeciam a ordens, que a responsabilidade era do experimentador, tal como responderam os soldados alemães e americanos.
As condições que favorecem o comportamento obediente são, a proximidade com a figura obediente, isto é, quanto mais próximo fisicamente a figura de autoridade estiver de mim mais rapidamente obedecemos. Temos também a legitimidade da figura de autoridade, onde prevalece o quão conhecido ou não é essa pessoa. É legítimo considerar ainda a proximidade com que estamos sobre a vítima da nossa punição. E por último a pressão do grupo, na qual dois sujeitos se recusavam a obedecer à autoridade, influenciando o resto do grupo.

Joaquim Oliveira
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