quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Inteligência artificial


A Inteligência Artificial (IA) é uma área de pesquisa da ciência da computação e Engenharia da Computação, dedicada a buscar métodos ou dispositivos computacionais que possuam ou multipliquem a capacidade racional do ser humano de resolver problemas, pensar ou, de forma ampla, ser inteligente. Também pode ser definida como o ramo da ciência da computação que se ocupa do comportamento inteligente ou ainda, o estudo de como fazer os computadores realizarem coisas que, atualmente, os humanos fazem melhor.
O desenvolvimento da área começou logo após a Segunda Guerra Mundial, com o artigo "Computing Machinery and Intelligence" do matemático inglês Alan Turing, e o próprio nome foi cunhado em 1956. Seus principais idealizadores foram os cientistas Herbert Simon, Allen Newell, John McCarthy, Warren McCulloch, Walter Pitts e Marvin Minsky, entre outros.
A construção de máquinas inteligentes interessam à humanidade há muito tempo, havendo na história um registro significante de autômatos mecânicos (reais) e personagens místicos, como o Golem e o Frankenstein, que demonstram um sentimento ambíguo do homem, composto de fascínio e de medo, em relação à Inteligência Artificial.
Apenas recentemente, com o surgimento do computador moderno, é que a inteligência artificial ganhou meios e massa crítica para se estabelecer como ciência integral, com problemáticas e metodologias próprias. Desde então, seu desenvolvimento tem extrapolado os clássicos programas de xadrez ou de conversão e envolvido áreas como visão computacional, análise e síntese da voz, lógica difusa, redes neurais artificiais e muitas outras.
Inicialmente a IA visava reproduzir o pensamento humano. A Inteligência Artificial abraçou a idéia de reproduzir faculdades humanas como criatividade, auto-aperfeiçoamento e uso da linguagem. Porém, o conceito de inteligência artificial é bastante difícil de se definir. Por essa razão, Inteligência Artificial foi (e continua sendo) uma noção que dispõe de múltiplas interpretações, não raro conflitantes ou circulares.
Hélder Araújo

Amnésia

Amnésia é a perda parcial ou total da capacidade de reter e evocar informações. Qualquer processo que prejudique a formação de uma memória a curto prazo ou a sua fixação em memória a longo prazo pode resultar em amnésia.
As amnésias podem ser classificadas em amnésia orgânica causada por distúrbios no funcionamento das células nervosas, através de alterações químicas, traumatismos ou transformações degenerativas que interferem nos processos associativos acarretando uma diminuição na capacidade de registar e reter informações, ou amnésia psicogênica resultante de factores psicológicos que inibem a recordação de certos fatos ou experiências vividas. Em linhas gerais, a amnésia psicogênica actua para reprimir da consciência experiências que causam sofrimento, deixando a memória para informações neutras intacta. Neste caso, pode-se afirmar que a pessoa decide inconscientemente esquecer o que a fazer sofrer ou reviver um sofrimento. Em casos severos, quando as lembranças são intoleráveis, o indivíduo pode vivenciar a perda da memória tanto de fatos passados quanto da sua própria identidade.

As amnésias podem ainda ser divididas em termos cronológicos, em amnésia retrógrada e amnésia anterógrada. A amnésia retrógrada é a incapacidade de recordar os acontecimentos ocorridos antes do surgimento do problema, enquanto a amnésia anterógrada é à incapacidade de armazenar novas informações a longo prazo .
A depressão é a causa mais comum, porém a menos grave. Denomina-se depressão uma doença psiquiátrica, que inclui perda do ânimo e tristeza profunda superior ao mal causado pelas circunstâncias da vida.
Hélder Araújo

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O Homem não nasce humano!

Esta afirmação, é com certeza e inequivocamente verdadeira. O ser humano nasce isento de qualquer tipo de conhecimento, cultura ou costumes. É através do processo de socialização e interação entre indivíduos que este começa a interiorizar valores e a construir a sua própria identidade. A família constitui a base da nossa educação, inculca-nos os modos de agir, estar e sentir mais básicos e necessários a ter em sociedade. Esta instituição (familia) é responsável pelo início da estruturação de cada ser e é imprescindível para a nossa orientação em sociedade pois inculca-nos a linguagem, os traços gerais de cultura em que nos inserimos e alguns comportamentos  a ter em situações específicas. Um outro agente de socialização importante é a escola. Faz parte da nossa socialização secundária e tem grande valor porque, para além de dar continuidade ao que a família nos incute, fornece novos saberes, novas disciplinas.
O homem que não tem qualquer tipo de agente a incidir em si, e por isso, é um ser isento de conhecimento, modo de ser e estar. É a prova de que o Homem não tem qualquer "antecedente inteletual" quando nasce, mas que é semelhante a uma folha em branco, que ao longo da vida vai ser preenchida de saberes, costumes e valores.

Ana Martins

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Mentes Brilhantes

Marc Yu é uma criança de sete anos que se distingue inequivocamente de todas as outras, pela sua exponencial capacidade intelectual. Quando tinha dois anos, ele ouviu a canção "Mary had a little Lamb" e pouco depois a tocou no piano, impecavelmente. No ano seguinte, Marc era já capaz de tocar grandes peças de Beethoven. Hoje em dia,  ele é capaz de tocar mais de 40 clássicos sem olhar a partitura.  Crianças como Marc parecem desafiar as regras do desenvolvimento cerebral.
As questões que se colocam são: Os génios nascem com um cérebro brilhante ou é através de trabalho intenso que se tornam talentosos? Nascem assim ou são moldados? A genialidade é inata ou resultante do meio ambiente?
Grandes estudiosos chegaram a conclusão de que algumas crianças nascem com o cérebro fisicamente distinto e especificamente direccionado para a música, contudo é necessário aperfeiçoar a habilidade de cada criança prodígio.
Os músicos exercitam muitas partes do cérebro pois exigem a realização de várias  tarefas em simultâneo dentro da área visual, sensorial, motora e auditiva.
Marc era incentivado pela mãe e tinha uma enorme curiosidade pelo saber, foi considerado um génio, uma criança prodígio que depertou várias pesquisas e estudos acerca da sua capacidade intelectual. O seu cérebro era constantemente cultivado e estava sempre activo.
Apesar de não se saber se a genialidade é inata ou não, de uma coisa à certeza: É importantíssimo que uma criança nasça num meio  ambiente que lhe estimule o cérebro para que este funcione correctamente.
Um bom exemplo é o caso de Genie, um adolescente de 13 anos que passou toda a sua vida fechada num quarto sem qualquer contacto com o mundo exterior. Este facto levou á sua estagnação (ou morte) do cérebro pois a esta criança nunca lhe foi incutido qualquer tipo de conhecimento ou modos de vida. Os cérebros activos sobrevivem, mas os que não praticam qualquer acção expiram porque as ligações não utilizadas são cortadas.
O cérebro de Genie nunca foi estimulado nem amadurecido no tempo adequado, esta rapariga não passava de um ser descoordenado e intelectualmente pouco dotado. Os genes e estímulos fornecidos pelo meio ambiente interligam-se e desenvolvem o cérebro, facto que não aconteceu com Genie devido ao isolamento a que esteve sujeito e à história de vida que não pôde construir por falta de experiência.



Ana Martins

Brincar é o verbo da infância saudável

Um estudo realizado no Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo verificou que as crianças que têm um maior contacto com brinquedos e jogos educativos têm um melhor desenvolvimento. A pesquisa foi coordenada pela psicóloga Paula de Souza Brichal e envolveu crianças de duas creches diferentes. Os seus resultados demonstraram que até os bebés podem tirar proveito destes jogos. Aliás, Paula afirma que “quando um bebé aperta, morde, joga, enfim, explora o brinquedo, desencadeia o prazer de estar com aquele objeto. Estas novas sensações e experiências são essenciais para seu desenvolvimento”.

Paula admite que o incentivo à exploração lúdica pode ser bastante enriquecedor relativamente a determinados aspetos da nossa formação tais como a criatividade e a comunicação. Só assim é que as crianças poderão ter um crescimento verdadeiramente completo. Na sua perspetiva, muitos professores dos jardins-de-infância preocupam-se exclusivamente com a saúde física das crianças, mas isso não é suficiente, pois Paula acredita que os benefícios destes jogos e brincadeiras se traduzem também a nível psicológico, tanto no desenvolvimento integral das crianças, como na relação que estas possuem com os funcionários. Para além disso, os brinquedos e jogos educativos não são muito dispendiosos e atendem crianças de diversas idades. 

Para a sua pesquisa, Paula selecionou um conjunto de brinquedos para oferecer às crianças. Os conjuntos eram colocados no centro de uma sala, com os brinquedos misturados, de modo a permitir que a criança escolhesse aquele que despertasse o seu interesse. O facto de os brinquedos estarem misturados é muito importante, uma vez que permite que elas manifestem as suas preferências. A energia destas experiências é expressa no mundo externo através de dor, prazer, sentimentos agradáveis e desagradáveis, assim como os primeiros sentimentos de sucesso e fracasso. Nesta exploração dos brinquedos, elas podem partilhar objetos e ainda socializar. Pode haver também situações de disputa, mas esses sentimentos são igualmente saudáveis.

O método de análise desta pesquisa baseava-se na filmagem do contato das crianças com os brinquedos, para estudar as suas reações perante novos objetos e verificar a influência desta experiência nas suas condutas afetivas. 

Foram feitas dez observações, cinco em cada uma das creches escolhidas e a análise destas situações permitiu concluir que os brinquedos constituem uma importante ferramenta para desenvolver a expressividade, abrindo um novo universo para as crianças, permitindo que estas explorem novas atividades e estabeleçam novos desafios.

Maria Oliveira

AVC - vive-se ou existe-se?

O acidente vascular cerebral ou acidente vascular encefálico, vulgarmente chamado de derrame cerebral, é caracterizado pela perda rápida de função neurológica que é a consequência do rompimento (hemorragia) de vasos sanguíneos cerebrais. O cérebro requer um fluxo constante de sangue para continuar funcionado adequadamente. Um derrame ocorre quando esse suprimento de sangue é alterado e o tecido cerebral nada recebe. Em quatro minutos de privação dos nutrientes essenciais, as células cerebrais começam a morrer.
No caso desta anomalia cerebral ocorrer sob a sua forma mais severa além das consequências da doença em si, é preciso o acompanhamento de fisioterapeutas para acompanhar a evolução do tratamento, recuperação dos movimentos, fala, digestão, etc.

É necessário, então, um acompanhamento diário para que haja, pelo menos, a mínima recuperação. O doente fica quase que completamente dependente dos que o rodeiam. Apresenta dormência nos braços e nas pernas, muitas vezes, dificuldade em falar, perda de equilíbrio, perda súbita de visão (num olho ou nos dois), vertigens, náuseas e até vómitos.
Todas estas consequências acontecem devido aos danos causados no cérebro do indivíduo em causa.


Os danos podem ser reversíveis ou irreversíveis e, infelizmente, muitas vezes são a segunda opção. O maior problema desta irremediabilidade é o facto de ser, inevitavelmente retirada a independência ao paciente. É como retirada qualquer possibilidade de liberdade. A qualidade de vida é possível, mas muito complicada já que se vive rodeado de especialistas e outras pessoas que têm de garantir que tudo se mantém estável, de acordo com as circunstâncias.
Em conclusão, é necessário prevenir (ao máximo) este “acidente” pois as consequências são quase sempre irremediáveis. O cérebro é o órgão central do nosso organismo, é vital, é essencial. Devemos fazer de tudo para o preservar e tentar lidar com as consequências inevitáveis da melhor forma possível.
Cesarina Ferreira

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Plasticidade do Cérebro

Os nossos cérebros são fisicamente diferentes uns dos outros, pois este modifica-se ao longo de toda a vida, consoante as experiências vividas pelo sujeito. Por este motivo, não existem dois cérebros iguais, pois não há no mundo, nenhuma pessoa que seja totalmente igual a outra, e pelo menos até agora, ainda não há ninguém clonado entre nós; e mesmo que existisse, duvido que seria igual ao original. Pois este viveria num outro tempo e lugar, passaria por outras experiências, conheceria outras pessoas, ouviria outras músicas, enfim, teria outra interacção com as pessoas e seus costumes. Nem mesmo nós somos hoje o que fomos ontem. As coisas mudam com uma rapidez impressionante, e por vezes temos mesmos que nos esforçar bastante para conseguir acompanhar este mundo em constante mudança.

Quando nascemos o nosso cérebro não está totalmente desenvolvido, mas é esta prematuridade, este inacabamento, que nos permite uma melhor e mais eficaz adaptação a novas situações ao longo da nossa vida, pois como temos um programa genético aberto, no qual apenas estamos parcialmente programados, ou seja, existe apenas uma programação de índole biológica e não um sistema de instintos que determine o nosso comportamento face a uma determinada situação, temos a possibilidade de nos adaptarmos a um ambiente em mudança, inventando assim novas soluções para os problemas com que nos deparamos, compensando desta forma as nossas limitações anatómicas.
Simultaneamente, desenvolve-se assim um processo de individuação, ou seja, as experiências vividas por cada indivíduo, marcam a estrutura do nosso cérebro favorecendo assim a singularidade. Desta forma, o principal motor de individuação é a plasticidade do cérebro, ou seja, a sua capacidade de se modificar, de se moldar ao longo da vida por efeito das experiências vividas, sempre no sentido de uma melhor adaptação ao meio. Sendo a plasticidade cerebral por sua vez a condição necessária à aprendizagem. E como ser o ser humano é um ser prematuro, pois o processo de desenvolvimento do cérebro continua após o nascimento e desenvolve-se de uma forma lenta, a lentificação constitui uma vantagem, pois possibilita uma maior estimulação do meio, e portanto uma maior aprendizagem, mas apesar de este processo de desenvolvimento ser muito lento, como referi anteriormente, não é pejorativo, pois como somos ser sociais necessitamos da ajuda dos outros, que são fundamentais para a construção do “eu”.
Voltando ao assunto fulcral, o cérebro humano, este está dividido em dois hemisférios, sendo que cada um deles se especializou em funções diversas, contudo funcionam de modo integrado como um todo. Os hemisférios cerebrais controlam a parte oposta do corpo, porque os feixes nervosos se cruzam no caminho.
O cérebro funciona de uma forma sistémica, pois as suas capacidades, não dependem só de si mesmas, mas também do funcionamento integrado das outras áreas cerebrais. Por isso, constatou-se que quando uma função é perdida devido a uma lesão, esta pode ser recuperada por uma área vizinha, designando-se este processo, por função vicariante ou de suplência.
Desta forma, podemos afirmar que o nosso cérebro é um sistema unitário que trabalha como um todo de forma interactiva.

Em suma, cada cérebro é um passo em frente na Humanidade, pois as suas diferenças de sujeito para sujeito ultrapassam as definições genéticas e as experiências vividas por cada um de nós, desde as intra-uterinas, como ao longo de toda a vida são muito diferentes, ou pelo menos atribuímos significados diferentes às coisas, consoante a nossa história pessoal.
A individuação torna as produções culturais mais complexas, pois como todos temos uma maneira de pensar diferente, e arranjamos diferentes soluções para os obstáculos que se apresentam ao longo do nosso efémero percurso de vida, o nosso cérebro desenvolve-se de maneira bem diferente.
Mas, como costumamos dizer, várias cabeças pensam melhor que uma só, por isso como existem várias pessoas espalhadas pelo mundo a pensarem em formas de tornar este mundo melhor, como por exemplo formas de erradicar determinadas doenças e assim melhorar a nossa qualidade de vida, devíamos aproveitar melhor as capacidades que temos, ou mesmo as capacidades que temos possibilidade de desenvolver; Porque apesar deste mundo, muito provavelmente, nunca vir a ser uma utopia, devemos torná-lo melhor a cada dia, e isso está nas mãos dos seres humanos que são a espécie dominante do planeta, e por isso têm o dever de assumir esta posição.
Ricardo Gonçalves

Alzheimer


A doença de Alzheimer é uma demência degenerativa. Este conceito remete para uma alteração global do funcionamento cognitivo. É uma doença que começa com perturbações de memória em que o doente começa por apresentar queixas frequentes de esquecimentos do local onde colocou determinados objectos. 

Numa fase inicial o doente têm consciência da sua situação, mas à medida que a doença progride o doente vai perdendo a consciência da sua doença e das suas dificuldades. 
Os problemas de linguagem também começam a ser cada vez maiores. O doente durante o seu discurso tem alguma dificuldade em encontrar as palavras e com o evoluir da doença, ao não conseguir encontrar a palavra certa, cria parafrases (palavras sem significado). A sua linguagem começa a ser cada vez mais confusa e a fazer cada vez menos sentido. A compreensão da linguagem também começa a ser cada vez mais difícil para o doente de Alzheimer. Esta situação começa muitas vezes por trazer conflitos entre a o doente e a sua família, que não o entende e este que não se consegue fazer entender. Para agravar esta problemática, as alterações comportamentais e mudanças de personalidade também se começam a manifestar numa fase mais avançada da doença. Podem manifestar sintomas depressivos como, apatia, desinteresse, desmotivação, sintomas ansiosos tais como, ansiedade generalizada, fobias, perturbações obsessivo-compulsivas. Podem manifestar também comportamentos agressivos, desinibição sexual ou até mesmo ideias delirantes.

A doença de Alzheimer é também caracterizada por perturbações Práxicas, em que o doente começa a ter dificuldade na execução de gestos desde os mais simples tais como, dizer adeus, fazer o sinal de chamamento, benzer-se, até aos mais complexos, tais como servir-se de uma tesoura ou vestir-se.
O doente começa também por perder capacidades de orientação quer no espaço, em que acontece muitas vezes o doente perder-se mesmo perto de casa e mais tarde dentro da própra casa, quer no tempo, em que o doente não sabe nem em que dia e mês está e muitas vezes nem no ano em que se encontra.
O doente vai progressivamente perdendo também a capacidade de se lembrar de rostos das pessoas. Para finalizar a doença de Alzheimer é muito relacionada com a idade, afectando as pessoas com mais de 50 anos. A estimativa de vida para os pacientes situa-se entre os 2 e os 15 anos. Como muitas doenças, esta também não tem cura mas pode ser tratada para que os sintomas sejam retardados.
Para melhor compreender esta doença, nada melhor do que ver o filme "Iris".

Ana Martins


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Loucos mas génios!


Todo o génio possui uma pontinha de loucura. E para conseguirmos compreender estas mentes brilhantes (se é que é possível fazê-lo) é necessária uma análise complexa que não se encontra ao alcance de todos. Estes seres tão rebuscados e, muitas vezes, incompreendidos são muitas vezes o fruto de uma sociedade comodista com medo de arriscar. Com medo do avanço. São, portanto, importantes focos da revolução capaz de fazer evoluir esta máquina de mundo que rapidamente caminha para mudança (boa ou má, conforme as perspetivas).
Podemos, então, relacionar esta incapacidade para compreender aquilo que é diferente e potencialmente revolucionário com a “loucura” destas “mutações” espirituais. Contudo, convém referir que estas raridades se encontram dispersas na variedade de especializações do nosso dia a dia. E, diz o especialista Marck Wilson que “…de muitos artistas sempre se disse que não batiam lá muito bem da cabeça. Pois agora aumentam as evidências científicas de que a criatividade e a doença mental andam, de facto, muito próximas”.

Esta afirmação encontra-se no contexto do estudo da mente de artistas, na área da pintura, como Van Gogh, Munch e até mesmo Pablo Picasso. O que podemos dizer acercas destes pintores é que o célebre poder criativo de todos eles caminhava lado a lado com uma instabilidade psíquica claramente dotada de traços patológicos. Com isto, concorda também o escritor e psicólogo Edgar Allan Poe ao refletir acerca de uma das suas mais famosas afirmações “Resta saber se a loucura não representa, talvez, a forma mais elevada da inteligência.”.
Não obstante, se prestarmos atenção, eventualmente, daremos conta da existência de génios contemporâneos. No mundo do futebol, por exemplo, pudemos em tempos, acompanhar a genialidade de uma das suas maiores estrelas. Maradona é amplamente considerado um dos maiores, mais famosos e mais polémicos jogadores do séc.XX. Reunia inteligência, vontade e talento, com dribles, habilidade para mudar drasticamente sua velocidade e dar remates surpreendentes. A carreira de Diego.M foi, porém, repleta de controvérsias (como não podia deixar de ser). Entre estas, destaca-se o seu envolvimento com drogas, um vício que acabou por arruiná-lo, deformando-o fisicamente (ainda que temporariamente).

Quanto à categoria musical, este cenário não e menos rico em mentes de inacreditável criatividade. Temos um variadíssimo leque de artistas que se caracterizam como génios. Desde Luciano Pavarotti, Jimi Hendrix, Amy Winehouse, Kurt Kobain até (o ainda hoje) rei da Pop – Michael Jackson. Este último, tal como Maradona foi alvo de muita polémica em relação a muitas atitudes duvidosas que apesar de nunca provadas, geraram grande controvérsia em volta do artista.

O cantor foi e continua a ser, obviamente, um inegável génio da música, pois soube como se tornar num criador invejável, possuidor de uma mente irrequieta que inovou, inventou e reinventou maneiras de dançar, passos, coreografias, além da própria linguagem dos vídeo clipes, criando em seu redor uma verdadeira legião de seguidores de diferentes gerações.
Em jeito de conclusão, é conveniente afirmar que todos podemos ser artistas, todos nós possuímos uma pontinha de loucura. Cabe-nos a nós descobri-la e torná-la em arte que pode ser mais uma gota de combustível. Combustível esse que contribuirá para a evolução do motor da humanidade sonhadora. E tal como todos estes célebres nomes que mencionei, como artistas, ficam as suas majestosas obras que o tempo jamais irá apagar e atingem, assim, a imortalidade espiritual.
Cesarina Ferreira

Idade não traduz invalidade

Como sabemos, as capacidades físicas das pessoas tendem a diminuir, sendo geralmente um idoso muito mais incapacitado fisicamente do que um jovem.
Porém, isto não significa que as capacidades mentais dos idosos sejam menores, aliás, como demonstra um estudo feito pela Universidade de Ohio nos Estados Unidos da América, esta afirmação pode muito bem ser apagada das ideias da sociedade.
Este estudo demonstra que os cérebros idosos de 70 anos podem estar perfeitamente aptos para competirem com os mais jovens de 25 anos, em algumas situações, uma vez que ambos demoram, por exemplo, o mesmo tempo a tomarem decisões em determinadas situações, com igual preocupação em obter resultados exatos nas tarefas em vez de velocidade.
Os pesquisadores estudaram como pessoas de diferentes idades se comportam quando postas à prova em diferentes testes cognitivos que incluem adivinhar o número de asteriscos num ecrã, e identificar palavras através de sequências de letras.

A uma pesquisa posterior foram adicionados jovens desde a escola primária até ao secundário e constatou-se que as crianças mais jovens são mais lentas nas tarefas em que se tem de tomar uma decisão.
Segundo palavras do pesquisador Radcliff, "As crianças mais jovens não são capazes de fazer um uso tão bom das informações que lhes são apresentadas, por isso eles são menos conformes, o que irá evoluir à medida que a sua maturidade evolui".
Os indivíduos com idades compreendidas entre 60 e mesmo 90 anos tinham também um tempo de resposta mais lento para essas tarefas, mas os investigadores concluíram que estes apenas demoraram mais tempo porque queriam certificar-se de que respondiam com precisão. 
Em jeito de conclusão, o investigador Gail McKoon afirma que os idosos, não querem cometer qualquer tipo de erro em qualquer tarefa que desempenhem, o que faz deles mais lentos sendo esta mentalidade difícil de lhes arrancar, porém, com a prática será possível.

Joaquim Oliveira