
Podemos, então, relacionar esta incapacidade para compreender aquilo que é diferente e potencialmente revolucionário com a “loucura” destas “mutações” espirituais. Contudo, convém referir que estas raridades se encontram dispersas na variedade de especializações do nosso dia a dia. E, diz o especialista Marck Wilson que “…de muitos artistas sempre se disse que não batiam lá muito bem da cabeça. Pois agora aumentam as evidências científicas de que a criatividade e a doença mental andam, de facto, muito próximas”.
Esta afirmação encontra-se no contexto do estudo da mente de artistas, na área da pintura, como Van Gogh, Munch e até mesmo Pablo Picasso. O que podemos dizer acercas destes pintores é que o célebre poder criativo de todos eles caminhava lado a lado com uma instabilidade psíquica claramente dotada de traços patológicos. Com isto, concorda também o escritor e psicólogo Edgar Allan Poe ao refletir acerca de uma das suas mais famosas afirmações “Resta saber se a loucura não representa, talvez, a forma mais elevada da inteligência.”.

Quanto à categoria musical, este cenário não e menos rico em mentes de inacreditável criatividade. Temos um variadíssimo leque de artistas que se caracterizam como génios. Desde Luciano Pavarotti, Jimi Hendrix, Amy Winehouse, Kurt Kobain até (o ainda hoje) rei da Pop – Michael Jackson. Este último, tal como Maradona foi alvo de muita polémica em relação a muitas atitudes duvidosas que apesar de nunca provadas, geraram grande controvérsia em volta do artista.

Em jeito de conclusão, é conveniente afirmar que todos podemos ser artistas, todos nós possuímos uma pontinha de loucura. Cabe-nos a nós descobri-la e torná-la em arte que pode ser mais uma gota de combustível. Combustível esse que contribuirá para a evolução do motor da humanidade sonhadora. E tal como todos estes célebres nomes que mencionei, como artistas, ficam as suas majestosas obras que o tempo jamais irá apagar e atingem, assim, a imortalidade espiritual.
Cesarina Ferreira
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